Domingo, 18 de Maio de 2008

Crise uma responsabilidade política!

 

Temos ouvido falar de crise económica ao longo dos últimos anos, talvez desde que eu sei compreender a junção de palavras como discurso coerente.
É estranho ao longo de tantos e tantos anos, Portugal se manter em Crise, sucessiva, onde há sempre metas a alcançar, por vezes alcançadas, mas tantas e tantas vezes à custa de níveis de vida tão prejudiciais, mínimos ou negativos, do que se exige de uma Comunidade Económica.
Crise - internacional - nacional - regional - autárquica - CRISE!
Ouvimos, sabemos e cada vez melhor consciencializamos o verdadeiro sentido desta palavra.
Todos fere de forma mais ou menos tangente e deteriora até o bom humor, o que se depreende das expressões faceais de cada ser humano deste mundo, deste país, desta região, desta cidade.
Frustração política, é o que TODOS, sem excepção deveriam sentir! Falo dos políticos, de TODOS.
Anos volvidos, e a história marcada por verdadeiros infortúnios da sorte - de governações. Um desgaste económico permanente que nenhum conseguiu gerir de forma a proteger aquele que deveria ser o principal objectivo de um político de estado - o verdadeiro bem estar de TODOS os cidadãos.
Segurança - é o que eu sugiro que se conquiste para que a vida de cada um seja uma vitória e não uma permante derrota interior coadjuvada por sentimentos de instabilidade familiar.
Creio, neste momento cada vez com convicção mais moderada que, o Partido Socialista que também detém enorme responsabilidade, tem que dedicar JÁ toda a prioridade de atenção ao défice social.
Basta de Sacrifícios!
Basta!
Os sacrifícios exigidos têm que neste momento demostrar que valeram a pena!
Agora é responsabilidade deste governo garantir que cada um comece a viver melhor.
É tempo de conquistar um futuro mais sólido e estável para as famílias portuguesas.
É importante, é impreterível voltarmos a sentir confiança para que todos nos sintamos confiantes na política, nos políticos - no futuro!
JÁ!

 

 
publicado por Hugo Serras às 13:41
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1 comentário:
De DD a 18 de Maio de 2008 às 22:37
Segundo John Maynard Keynes o nível de vida das pessoas das cidades e campos da Mesopotâmia há quatro mil anos manteve-se igual até ao Século XIX, mas não se falava de crises, excepto quando das grandes pestes que ninguém sabia de onde vinham.

A partir daí - revolução industrial - iniciou-se o ciclo das crises e o nível de vida subiu para todos, a começar por uma nova classe média que foi crescendo e depois para o proletariado europeu e americano e agora de quase todo o Mundo. Dos ciclos de crescimento - crise de crescimento - aos ciclos de estagnação ou depressão - crise do não crescimento - os cidadãos dos países desenvolvidos viram o PIB per capita subir nos EUA de 1.100 USD em 1820 para 21.558 em 1992, em dólares constantes de 1990. A Ìndia subiu de 531 para 1.348 com uma população que se multiplicou por 7 nesse período e assim sucessivamente, estando o PIB per capita chinês a subir imensamente - crise, claro.
Portugal teve crises de crescimento e crises de nenhum crescimento e pouco crescimento agora.
A Revolução Industrial foi tida como uma crise gigantesca que deu origem à Revolução Bolchevista num país não muito tocado por essa revolução, a Rússia, mas tida como consequência da exploração industrial.
Enfim, a Revolução Industrial criou expectativas que nunca foram satisfeitas no espaço de tempo desejado pelos contemporâneos, mas originou um aumento dos bens consumidos pelas populações inimagináveis há um ou dois Séculos atrás e uma duplicação e até triplicação nalguns casos da esperança de vida. Quanto mais temos, mais queremos e menos desejamos que outros possam ter um pouco mais.
Veja-se o PS em Lisboa. Acabou com as barracas para ser derrotado; ninguém achou bem o fim das Musguerias, Quinta Nova, Bairro do Cemitério, etc. Andei em campanhas eleitorais e ouvi da boca das pequenas burguesias grandes ataques ao facto de a CML estar a dar casas a ciganos, pretos, etc., porque, na verdade, a maior parte dos portugueses brancos que tinham vivido nesses bairros já tinham mudado para melhor e há assessores em Gabinetes de Ministros que cresceram nas Musgueiras, estudaram e completaram cursos superiores como os há em quantidade no funcionalismo camarário.
Essa crise do fim do Casal Ventoso degradado e dos muitos bairros de barracas levou Santana à presidência da Câmara, o que prova que nem sempre são os políticos os maus da fita, mas antes certas partes da população e aquela eterna incapacidade de ver uma camisa nova num pobre.
Hoje, vivemos a crise do preço do petróleo que está a dar origem a um ciclo longo de Kondratiev de invenções. Portugal tornou-se num gigante das energias renováveis e está a exportar equipamento. Depois das eólicas estamos a voltar para o fotovoltaico e novamente para as barragens.
A falta de energia barata é o principal problema da actualidade e futuro próximo, mas provavelmente vai dar origem a uma nova revolução industrial.

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