Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Uma crise evitável

A actualidade tem chamado a atenção para um assunto, que apesar de recorrente, parece ainda não ser um assunto prioritário. A sociedade necessita de petróleo como de água para sobreviver, é a energia que faz movimentar toda a economia, seja de Portugal, da Europa, ou melhor, do Mundo...estando uns mais ou menos dependentes dos produtores estrangeiros, mas sendo todos afectados pela poluição provocada pelo petróleo.

 

A dependência do petróleo, bastante preocupante não só ao nível ambiental como económico, devido à grande susceptibilidade a variações de mercado, como se assiste nos dias de hoje, com a excessiva especulação, e, acima de tudo, todas as vicissitudes geopolíticas que envolvem os países produtores, contribui decisivamente para a escalada de preços do combustível e são mais um factor, decisivo, para uma crise económica a nível global. O argumento da escassez, apesar de válido, já não é tão importante quanto antes, ou não o provasse o descobrimento de mais fontes, como recentemente no Brasil. 

 

Os factores supracitados ajudam a compreender em larga medida o aumento do preço do combustível, numa escala global. A nível nacional, o problema da escalada sem fim dos preços não terá sido a liberalização, mas em parte a forma como as empresas, pelo menos as grandes empresas, viram esta liberalização, quando ao invés de estimularem a concorrência, acomodaram-se, e, se não formaram um cartel, parecem ter feito, aumentando preços como nunca e lucrando na mesma medida, prejudicando, e de que forma, o consumidor.

 

Estando a base que sustenta todo o sistema económico português em crise, dificultando a recuperação económica e o crescimento do país, resta elogiar o esforço do governo para relançar o pais no bom caminho, lutando contra mais esta dificuldade energética para além de tantas outras que levariam muitos ao desespero e a um populismo fácil e idiota.

 

A solução não me parece que passe por uma descida do imposto, como muito bem disse José Sócrates, sendo que me parece que isso só levaria ao aumento do lucro das empresas petrolíferas e não afectaria decisivamente o preço do combustível. Enquanto se espera pela decisão da autoridade da concorrência sobre a situação actual, e sem um fim à vista para esta crise petrolífera, é importante, isso sim, continuar o esforço de inovação ou de reforma do sector energético, procurando alternativas, sendo aqui Portugal alvo de elogio e de reconhecimento mundial, sendo considerado uma referência e como pioneiro na exploração da área das energias renováveis, como elogiou o secretário de estado norte-americano, Samuel Bodman, na recente visita à maior central foto-voltaica do mundo, na Amareleja, no Alentejo. Portugal só tem a ganhar com esta atitude, deixando de ficar tão dependente do exterior e pela sua grande potencialidade em termos de fontes de energias renováveis.

 

É por isso com satisfação e esperança que se vê a ciência a avançar para energias mais baratas e limpas. Basta ver o exemplo do carro movido a ar-comprimido, sendo que um euro daria para fazer uns fantásticos 300 km, e a um preço acessível ( ver link para mais informações). É a luz ao fundo do túnel. E é assim que se poderá evitar futuras crises energéticas.

publicado por Luís Pereira às 21:01
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