Sábado, 21 de Julho de 2007

Os pontos nos "ii"



Mais um desmando de Jardim


Ainda que telegraficamente, não posso deixar de reagir a mais este atropelo do Sr. Jardim ao princípio do Estado de Direito democrático, ao princípio do Estado unitário, ao princípio da igualdade... Em suma, aos princípios basilares que enformam o nosso sistema jurídico-constitucional.


A recusa de aplicação da nova lei da IVG na região autónoma da Madeira sofreu interessantes flutuações de fundamentação, o que só demonstra que é apenas uma uma tentativa descarada de fugir ao cumprimento da lei, situação a que aliás o digníssimo Presidente do Governo Regional já nos habituou... Quanto à inicialmente aventada hipótese de que o pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade de uma norma teria efeito suspensivo da sua eficácia, ela é tão descabida e sem fundamento legal que nem vale a pena discorrer grandemente sobre o assunto. Aliás, o próprio Jardim a abandonou rapidamente e de fininho, a ver se não davamos por ela... Em relação à exigência de um reforço da transferência orçamental para a região autónoma com vista à realização deste procedimento médico, parece-me curioso que essa necessidade só surja na Madeira. Isto prova uma de duas coisas: ou que os Açores gerem melhor os dinheiros públicos e têm receitas suficientes para cobrir essa despesa (aliás,irrisória quando comparada com as despesas provenientes dos cuidados de saúde de que as mulheres necessitam em virtude do aborto clandestino) ou o Sr. Alberto João anda mais uma vez a querer atirar-nos poeira aos olhos... Ou ambas talvez.

Resta-me lembrar o Sr. Jardim de que a prepotência tem limites, de que o «quero posso e mando» tem de acabar e de que nem mesmo ele está acima da lei! Está em causa uma lei da República, regularmente aprovada, promulgada, referendada e publicada, logo, plenamente eficaz em todo o território nacional que, pelo menos até o Sr. concretizar a célebre «ameaça» de independência, inclui a região autónoma da Madeira. A Madeira não é uma coutada sua mas uma parte integrante do território nacional!


Pergunto-me se se responsabilizará pelo pagamento de possíveis indemnizações por responsabilidade civil do Estado exigidas (de forma perfeitamente legítima, acrescente-se) por cidadãs madeirenses em virtude do incumprimento da lei da IVG... Se calhar não, não é? É que estes são os casos em que se invoca a solidariedade nacional e se diz que o Estado é unitário, não é? Que cabeça a minha...


publicado por NES-FDL às 17:43
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Blog NES-FDL

Camaradas:

Agora que já decorreram as eleições para a CML e as últimas orais na FDL estão a ser realizadas, a obrigatoriedade das crónicas dos postadores residentes do blog ficarão suspensas até Setembro.

Muitas pessoas irão de férias, outras vão passar estadias fora de casa, em sítios onde não têm acesso à internet e, assim, os posts semanais começariam a ser preteridos, não por desleixo mas apenas por impossibilidade de escrever.

Deste modo todos terão a oportunidade de descansar e repôr energias para voltarmos com a máxima força.

Mesmo assim, os posts no blog continuarão a surgir, apenas não serão obrigatoriamente as crónicas diárias.

Da minha parte, continuarei a escrever às segundas-feiras e todos os dias em que se mostrar necessário ou que a vontade me obrigue.

Um abraço sentido a todos!
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publicado por Fábio Raposo às 13:11
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Política e Pulítica


- Nem 8 nem 80. Na minha opinião o resultado eleitoral em Lisboa não foi nem uma estrondosa vitória de António Costa, aquela que ele apelou e pretendia, nem foi uma vitória menor, por não conseguir uma maioria absoluta. Foi, nas circunstâncias concretas em questão, uma vitória importante para o Partido Socialista, mas ficando muito aquém daquilo que se esperava de um partido mobilizador como o PS.



- A crise de liderança no PSD não é de hoje. E a falta de uma solução unânime a Marques Mendes faz com que muitos militantes laranjas continuem a preferi-lo como mal menor. Olha-se para os putativos candidatos e respira-se tudo menos alívio e alternativas à altura da história do partido. Mas, curiosamente, relembro que aconteceu um pouco o mesmo no PS, com a saída brusca de Ferro Rodrigues, com um desconhecido José Sócrates a ser lançado apenas por alguns históricos, como Lello, contra um desacreditado João Soares e um resistente Manuel Alegre. Hoje, Sócrates dispensa apresentações e pode ser acusado de tudo menos de não ser um grande líder...



- É com alguma alegria que vejo algumas estruturas concelhias e distritais da JS a apostar no debate do futuro da União Europeia, aproveitando o "pretexto", se é que este era sequer necessário, da Presidência Portuguesa da União. Cabe também à Juventude Socialista Nacional apoiar e incentivar estas iniciativas mas também definir ela própria uma linha de orientação para todos os jovens socialistas que querem ver defendido o modelo social europeu, a integração comunitária e a defesa inabalável dos verdadeiros valores da Europa.

publicado por NES-FDL às 11:52
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

Sentenças



Encarando de frente a possibilidade de tornar o tema repetitivo, destaco o facto de, das eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, ser possível retirar algumas conclusões.

A primeira é que o PS é o grande vencedor destas eleições. Ao contrário do que disseram algumas pessoas (tal como Ruben de Carvalho), o facto de António Costa não ter conseguido maioria absoluta não é uma derrota. Quando se vence não se pode ser derrotado.

O PS está neste momento a governar o país com maioria absoluta na Assembleia da República e detém finalmente a presidência da Câmara da capital.
Já em Fevereiro havia vencido a luta pelo referendo da IVG.
É verdade que não venceu as presidenciais e a aposta em Mário Soares foi um erro gritante. Contudo, seria difícil derrotar Cavaco Silva. O seu silêncio estúpido e a Comunicação Social levaram-no até Belém.
Mesmo assim, o PS está num grande momento, claramente fruto do enorme secretário-geral de que dispõe.

Do lado oposto encontra-se o PSD. Já se sabia que Marques Mendes era pequeno e não apenas em estatura. Enquanto líder do maior partido da oposição, deixou o PS vencer as legislativas com maioria absoluta, pela primeira vez na sua história, e perdeu as eleições intercalares em Lisboa com um resultado vergonhoso. Mérito do PS e fraca oposição, é certo.

O PSD desceu de 42,43% com Carmona Rodrigues para 15,74% com Fernando Negrão.
É verdade que os votos ao centro-direita se dividiram por esses dois candidatos, mas a divisão não explica uma descida tão acentuada.
Fernando Negrão foi um mau candidato e a campanha foi, como já pude referir num texto anterior, muito mal pensada.

O aparecimento de candidaturas independentes é de saudar. Depois de nas presidenciais Manuel Alegre ter obtido um excelente resultado, Carmona Rodrigues e Helena Roseta conseguem, para as intercalares da CML, resultados muito positivos. A Democracia fica a ganhar, a população agradece e a cidadania ganha outro significado.

A esquerda acaba por sair vencedora destas eleições. Fechando os olhos às candidaturas independentes, os partidos da esquerda conseguem um total de quase 48% enquanto os partidos da direita somam quase 22% dos votos dos eleitores.

Vozes com mau perder comparam os 29,54% de António Costa com os 26,56% de Manuel Maria Carrilho em 2005. O PS não subiu assim tanto, dizem.
Esquecem-se, todavia, de uma diferença importante: Carrilho não venceu as eleições.
Importante é destacar que em 2005 havia 8 possibilidades de voto, contrastando com as 12 candidaturas de 2007. Resultado: maior dispersão de voto.
Em 2005 votaram 52,65% dos eleitores inscritos, contra apenas 37,39% em 2007. E para que candidato iriam os votos desses mais 15% de eleitores? Bem, se António Costa foi o candidato mais votado, não é difícil adivinhar.
Trata-se de pura estatística.
publicado por Fábio Raposo às 22:45
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António Costa é o novo presidente de Lisboa!

O socialista António Costa venceu ontem as eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa.
Numas eleições com um grande número de candidatos e onde a abstenção reinou conforme se previa, António Costa venceu destacado.
Há 31 anos que o PS não vencia sozinho as eleições para a Câmara de Lisboa, pelo que se trata de um feito de enorme valor.
Desejamos agora votos de bom trabalho a todos os eleitos.

Resultados oficiais:

António Costa (PS) - 29,54% (6 mandatos)
Carmona Rodrigues (Independente) - 16,70% (3 mandatos)
Fernando Negrão (PSD) - 15,74% (3 mandatos)
Helena Roseta (Independente) - 10,21% (2 mandatos)
Ruben de Carvalho (CDU) - 9,53% (2 mandatos)
José Sá Fernandes (BE) - 6,81% (1 mandato)
Telmo Correia (CDS-PP) - 3,70%
Garcia Pereira (PCTP-MRPP) - 1,59%
Pinto Coelho (PNR) - 0,77%
Manuel Monteiro (PND) - 0,61%
Pedro Quartin Graça (MPT) - 0,54%
Gonçalo Câmara Pereira (PPM) - 0,38%

Em branco - 2,31%
Nulos - 1,53%

Abstenção - 62,61%
publicado por Fábio Raposo às 13:51
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

O português tem de se ajudar a si próprio

Estava eu a vêr o telejornal quando oiço a bela pérola do senhor Paulo Portas:
"Vamos correr com o socialismo."

Bem a questão que imediatamente me passou pela cabeça foi: será que a culpa para a situação do país é mesmo do socialismo?
É óbvio, ainda por cima sendo eu socialista convicto, que o problema não passará por aí. O problema de Portugal... é o português. Sim, por mais estranho que pareça, na minha mais modesta e sincera opinião, é a explicação mais lógica e acertada de todas. O português queixa-se da sua má sorte: compra qualquer coisa e nem pede factura. O patrão português lamenta-se: mas tem abono e recebe subsídio escolar para os filhos enquanto os filhos dos empregados recebem menos abono e se calhar nem subsídio escolar têm, isto porque um é honesto e declara o que verdadeiramente ganha, o patrão que se queixa declara o salário minimo e abre mais um restaurante pouco tempo depois. O português chora, mas nunca teve tantos luxos, queixa-se da crise,do governo e da falta de trabalho, por exemplo na construcção cívil, mas tem uma empresa, entre-aspas, faz trabalhos de construcção civil mas não passa facturas isto até porque nem colectado é - mais para ele fica - e face a indiferença do cliente, que desde que pague menos... o cliente não percebe é que depois acabará por pagar por isso. O mesmo pensamento se passa quando alguém se dirige a uma feira: Portugal é dos países que mais perde em termos fiscais pois uma grande fatia de dinheiro vai para estes negócios onde nada é declarado e quem fica a perder? O Governo... mas acima de tudo o próprio português! Estes exemplos entre muitos outros que podiam ter sido dados.

Como se pode compreender, o português é hipócrita: lamenta-se mas nada faz para alterar a situação (pedindo facturas por exemplo que obrigariam os empresários a declararem os verdadeiros ganhos), queixa-se da crise mas nem é capaz de cumprir com as suas obrigações fundamentais que em muito contribuiriam para uma melhoria do estado de situação actual, nem é capaz de pensar que por certas e determinadas atitudes, estas chique-espertices é que contriibuem para que o sistema não funcione. Agora contra isto, alguém pode acusar o socialismo de alguma coisa? Culpem os portugueses. Qualquer ideia de Governo tem que ter por base fundamental um elemento: a ajuda da própria população na resolução dos seus problemas. De que serve ter o melhor sistema jamais inventado, se o povo não o cumpre? Venha o PSD,o PP,o BE ou mesmo o PND, ninguém consegue fazer nada sem a ajuda dos próprios portugueses.
A solução? Educar. Fiscalizar mais apertadamente todas estas situações. Mostrar aos portugueses que só têm a ganhar a cumprirem e que fugir às responsabilidades para com toda a sociedade pode trazer benefícios a curto-prazo, mas a longo prazo, até mesmo a médio prazo, todos serão prejudicados. Sem uma alteração de mentalidade, venha quem vier e seja que Governo for, ninguém conseguirá apresentar resultados.

Agora deixo-vos com um pensamente do meu pai:
- Nunca o Governo foi tão criticado porque para além de tirar aos pequenos,vai agora também tirar aos "grandes" e, esses sim, se sentem ameaçados.
publicado por Luís Pereira às 23:00
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Os pontos nos "ii"



Os bois pelos nomes...


Ele há afirmações que definem candidaturas, políticas, partidos, ideologias.Recentemente Telmo Correia e António Costa presentaram-nos com um desses momentos. Uma jornalista fez aos dois candidatos esta mesma pergunta: «Qual é para si o prinicipal problema associado ao estacionamento ilegal em Lisboa?» Enquanto António Costa respondeu que o problema estava claramente nos carros estacionados em cima dos passeios de toda a capital, que obrigam os peões a incómodas e por vezes perigosas gincanas por entre os carros, Telmo Correia preferiu enfatizar o estacionamento em segunda fila, que tanto transtorna os automoblistas...


Não digo que os carros estacionados em segunda fila não sejam um problema. Mas realmente entre o trabalhador cujo magro salário não permite outro meio de deslocação se não os transportes públicos e os pés que Deus lhe deu e o empresário que leva o seu carro para o centro da cidade, poluindo-a... Eu realmente, como António Costa, preocupo-me mais com o primeiro e, como António Costa, nem me lembro do segundo numa primeira abordagem. É por estas e por outras que sou socialista!


O que me leva a uma outra questão: o facto de que os dois principais partidos da direita portuguesa não se assumem inequivocamente como tal. É preciso aferi-lo desta e doutras afirmações do género. Se não vejamos. Basta pensarmos nos seus nomes.


Comecemos pelo CDS-PP. Acho que dificilmente se poderia arranjar um nome mais equívoco e falso para um partido de direita: chama-se Centro mas não é de centro; de Democrático tem dias (quando os militantes não se esbofeteiam por causa das eleições directas); diz-se Social, mas desafio alguém a mencionar a última verdadeira preocupacção social do CDS (a não ser que por social se entenda os "tios" e as "tias" que constituem a miltância e principal falange de apoio do partido); concedo que é um Partido mas Popular... Isso não é aquele adjectivo associado às repúblicas comunistas?... Contas feitas, do nome aproveita-se «Partido». Boa!


O PSD... Bem, esta dava um livro! Sou só eu ou mais alguém notou que o partido que em Portugal personifica o ideal da Social-Democracia, idealizada por Leonard Bernstein como a tomada do poder pelas classes populares por via democrática, como a transformação do sistema de dentro para fora, por meios pacíficos, é o PS e não o PSD? O PSD deu a si próprio um nome de esquerda por ter vergonha de se assumir perante o eleitorado como aquilo que é: um partido alicerçado no mais bacoco, descarado e socialmete insensível neo-liberalismo...


Chamemos os bois pelos nomes!

publicado por NES-FDL às 00:02
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007

Política e Pulítica


- A poucos dias das eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa, cabe dizer que nada está ganho à partida para António Costa ou qualquer outro candidato. Essa é uma das virtudes da democracia. Antes de mais terão todos de vencer um adversário comum, que por estas alturas se situa entre a caparica e o algarve: a abstenção. Mas mesmo esses lisboetas esperam um governo da cidade que confira estabilidade a Lisboa. E nesse aspecto, reduzem-se grandemente as escolhas possíveis...


- O novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior é importante demais para ser discutido em pouco mais de um mês e, ainda por cima, em época de exames. A necessidade de uma discussão alargada é directamente proporcional à necessidade da sua existência. A coragem de reformar um sector que "cheira a mofo", dando um severo abanão em todas as instituições do Ensino Superior, ao mesmo tempo que se procedem a todas as actualizações necessárias à modernização do Superior exigidas por Bolonha, não pode ser esquecida. Mas os ataques à representação dos estudantes nos órgãos, a introdução (ainda que bem limitada) de fundações privadas completamente desagragadas das instituições que gerem, a possibilidade de entidades externas à instituição fazerem parte dos Conselhos de Gestão em número superior aos dos alunos, são apenas algumas das questões que não podem passar ao lado a um jovem socialista.


- No passado dia 7 o NES/FDL teve presente na Reunião de trabalho da ONESES que agendou para Novembro a eleição de órgãos nacionais. Até lá há um trabalho árduo a fazer no apoio à criação de núcleos por todo o país, na sua eleição, na sua dinamização, no seu crescimento, na sua solidificação. Por cá já temos o trabalho de casa feito. Mas estaremos sempre dispostos a ajudar.
publicado por NES-FDL às 21:41
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Eu também quero ter regalias


Hoje é dia de manifestação da função pública. Há pouco uma funcionária confrontada pela jornalista acabou por resumir esta e qualquer manifestação da função pública: "Estamos a perder regalias!".


E eu e todos os outros portugueses que não são funcionários públicos respondem: "Ainda bem!" ou mesmo "Até que enfim!".
publicado por NES-FDL às 14:00
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Sentenças



No último "Sentenças" antes das eleições de 15 de Julho, decido elaborar uma pequena análise sobre cada um dos 12 candidatos às eleições à CML.

Da vice-presidência do PPM, surge Gonçalo da Câmara Pereira como candidato. É fadista e participou na Quinta das Celebridades. Tenta aproveitar-se dessa onda vinda da fábrica de sonhos chamada televisão para ganhar dividendos, mas os eleitores sabem perfeitamente que a Monarquia não voltará mais, ainda que apreciem um belo fado vadio.

José Pinto Coelho, do PNR, candidata-se dando primazia à segurança. O seu principal objectivo é uma Lisboa segura. E sem imigrantes, já agora. Trata-se da continuação da tentativa de crescimento que o PNR tem feito nos últimos tempos. Mais visibilidade, mais apoiantes, mais crescimento.

Telmo Correia é o candidato do CDS-PP. É um bom candidato, tendo em conta as possibilidades do próprio partido. Contudo, os que votarem nele são os que votam sempre no PP. Não acredito que consiga "ganhar" muitos votos. Garantir um veredor seria uma vitória.

Manuel Monteiro é o rosto do PND. Foi líder do PP e levou-o a um excelente resultado nas legislativas de 1995. Fundou o PND por ruptura com Paulo Portas. Atribui importância ao fim das empresas municipais e à segurança da cidade. Os eleitores que pudessem votar nele seriam os que normalmente votam CDS-PP mas não acredito que lhes consiga tirar votos.

Do PSD candidata-se Fernando Negrão. É, na minha opinião, quem tem vindo a fazer a campanha mais negativa. Na televisão apareceu mal, os outdoors são de péssimo gosto e autênticos "tiros no pé", até porque se em Lisboa não manda o Governo, também certamente a capital não será comandada por Setúbal.

Pedro Quartin Graça acaba por ser um candidato confuso. Historica e pessoalmente surge ligado à direita (PSD e PPM) mas candidata-se pelo MPT, partido com preocupações ambientais, o que tradicionalmente seria uma clara bandeira da esquerda. Tem um blog onde assina com o seu nome, responde a comentários e coloca o seu número de telemóvel. Aplaudo.

Como independente candidata-se Carmona Rodrigues, presidente cessante da Câmara Municipal de Lisboa. Os casos EPUL e Bragaparques foram escândalos ligados ao seu nome e o segundo levou-o mesmo a ser constituído arguido. Mesmo assim recandidata-se. O povo português esquece muito depressa, mas também não tão depressa.

Também como independente, candidata-se Helena Roseta. Entregou o seu cartão de militante do PS para integrar esta disputa. É uma candidata admirável e admirada. Conseguirá um resultado de respeito.

À esquerda surge Garcia Pereira como candidato do PCTP-MRPP. Advogado reconhecido, candidata-se às mais variadas eleições. Admiro a sua capacidade de trabalho e espírito de luta mas os políticos têm que aprender quando e onde parar. Devia ter ficado em casa.

José Sá Fernandes aparece indissociado ao combate à corrupção. Para outros não passa de um aproveitador que atrasou o túnel do Marquês e causou prejuízo à Câmara. É claramente um candidato amado por uns e odiado por outros.

Da CDU surge a candidatura de Ruben de Carvalho, ex-vereador da CML. Tem o apoio do comunistas mas não se consegue destacar dos outros candidatos. Fraco.

António Costa é o candidato do PS. Deixou o Governo para integrar esta luta. É a cara do rigor, da seriedade e da rectidão. Vem para trabalhar e trabalhar bem, estou certo. Tem provas dadas e as pessoas acreditam nele. Há dias, no metro, entregaram-me um jornal da sua candidatura. Excelente forma de chegar às pessoas. Grande senhor, o melhor candidato. Lisboa só tem a ganhar... e bem precisa.
publicado por Fábio Raposo às 23:17
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Considerações sócio-politicas de uma 2a Feira qualquer

Há dias, o Presidente da Comissão Nacional da Juventude Socialista, o camarada João Ribeiro, na primeira CPF da JS/FAUL, disse que a realidade hoje é diferente: vivemos numa época em que a notoriedade e o reconhecimento das capacidades do indíviduo não são já prioritariamente reconhecidos através dos percursos académicos e politicos, mas sim através de reality shows e do culto da beleza.

Tem toda a razão. Vivemos numa sociedade em que se subvalorizam os talentos politicos e também os dotes académicos (quantas vezes não descredibilizamos instituições de ensino superior e mesmo cursos?) mas onde ao mesmo tempo se endeusam pessoas unica e exclusivamente devido à sua exposição mediática.

O culto do mérito não tem de ser um dogma. Convenhamos, somos humanos e jamais haverá imparcialidade genuína que sempre abale a confiança que temos em determinada pessoa ou a nossa própria opinião pessoal, ainda que errada. Mas como regra deve ser numa sociedade moderna e progressista ponto assente e indiscutivel.

Aqui reside também um erro recorrente de alguns comunistas: o correcto não é ignorar o mérito, porque o correcto é querermos que todos os elementos da sociedade sejam igualmente ricos e não que todos os elementos da sociedade sejam igualmente pobres.

publicado por NES-FDL às 16:43
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Domingo, 8 de Julho de 2007

Resultados da Sondagem no site do NES/FDL

Na sondagem do site do NES com a pergunta "Que nota dás às politicas de juventude da CML nos ultimos dois anos?" obtiveram-se os seguintes resultados:

+12 - 15 votos (21%)


10 - 9 votos (14%)


8 - 12 votos (18%)


6 - 33 votos (47%)


Não deixes de votar na nova Sondagem "Qual a tua posição sobre o Novo Regime das Instituições de Ensino Superior?" em www.juventudesocialista.org/nucleofacdireitolx .

publicado por NES-FDL às 22:54
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

Festa com jovens





Agenda da campanha UNIR LISBOA





HOJE, às 21h:
Festa com Jovens às 23h no Bar Cosmos (Docas, Lisboa).

A entrada é gratuita!
Apareçam!
publicado por Fábio Raposo às 12:57
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Rostos de Esquerda


Todos os meses será nesta rúbrica revelada uma pequena biografia politica de grandes figuras da esquerda. Uma pequena homenagem a grandes homens e mulheres.

Mês de Julho: Gustavo Soromenho.


Filho e neto de activistas republicanos, Gustavo Soromenho nasceu em Alfama, Lisboa, em 1907. Entra bastante novo na «Seara Nova» e aí conhece Jaime Cortesão, António Sérgio, Raul Proença, seus mestres e futuros companheiros de luta antifascista.

Enquanto frequentava o curso de Direito, Soromenho assistiu à instauração da ditadura e mais tarde entrou para a Maçonaria, em 1935, quando foi ilegalizada por Salazar. Fundador e impulsinonador do Movimento da Unidade Democrática (MUD), foi Presidente da sua Comissão Distrital de Lisboa.

Activista das campanhas presidenciais de Norton de Matos e de Humberto Delgado, é na campanha deste último que Gustavo Soromenho e Mário Soares (seu eterno companheiro) numa das muitas reuniões clandestinas cria a célebre frase "Obviamente demito-o" que Delgado usará mais tarde durante a campanha.

Preso duas vezes, Gustavo Soromenho é fundador do Acção Socialista e o militante nº 7 do Partido Socialista.

Após o 25 de Abril Gustavo Soromenho nunca aceitou nenhum dos inúmeros cargos que lhe foram propostos. Mário Soares haveria mesmo de dizer: "Ele poderia ser tudo o que quisesse, nunca quis.".

Morreu com 93 anos e continua hoje, como sempre, a ser uma referência da luta antifascista em Portugal e do desprendimento de qualquer apego ao poder.

publicado por NES-FDL às 19:30
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Política e Pulítica


- Porque não sou muito de acreditar em cabalas politicas, percebo que a situação que o Governo atravessa agora quanto aos sucessivos casos de suposta punição por delito de opinião é critica. Mas também consigo perceber quando situações curriqueiras geram tentativas ferozes de aproveitamento politico. Se soubermos dividir as águas perceberemos que a situação não é tão grave e ofende-se muitos resistentes a compará-la com outros tempos. Nesse ponto, há depois, apenas que punir os infractores.


- A campanha encetada por todos os partidos e candidaturas independentes contra António Costa, baseada no apelo ao voto de protesto no Governo, enfraquece a Democracia. Num país onde sabemos já não existir grande cultura política, é atirar areia para os olhos das pessoas este tipo de atitudes (como já tinha sido por exemplo Ferro Rodrigues para as Europeias, no famoso slogan do "Cartão amarelo ao Governo") e baseia-se somente numa tentativa de aproveitamento de algum descontentamento das pessoas quanto ao Governo central quando se pede que se vote o governo da cidade...

- Começa hoje oficialmente a campanha para as eleições da CML. Existem já inúmeras actividades do candidato do Partido Socialista, muitas das quais exclusivamente destinadas à interacção do candidato com jovens, como a Conversa aberta com jovens no CCB no dia 10. A Juventude Socialista terá um papel essencial na mobilização dos seus militantes no apoio a António Costa. Disso também , acredito, dependerá a vitória!

- A ONESES parece finalmente ganahr fôlego, com o encontro no próximo dia 7 de Julho, onde se analisará o Regimento da organização e se agendará a 1ª CNA e o II Encontro de Estudantes Socialistas. para além disso releva a importância de constar da ordem de trabalhos a análise do novo regime Jurídico de ES. Boas novidades a aguardar uma forte iniciativa do NES/FDL.

publicado por NES-FDL às 18:28
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Cadetísmos


Porque o NES também é FDL


Acho que não deve passar em claro o "chumbo" na prova de agregação do Prof.Saldanha Sanches, isto porque, segundo se lê na imprensa, pode ter havido motivações políticas.
Já me pronunciei noutro local, mas, nesta sede, tenho que reiterar o que defendo: na FDL ninguém pode ser prejudicado pela cor política: não conheço ninguém a quem tenha acontecido isso. Haverá, porque haverá, discriminações da mais variada ordem, e isso não se discute.
Vem a lume o apoio a António Costa. Terá relação?
Veja-se o seguinte: Quantos e quantos professores de esquerda se tornaram catedráticos; Quantas pessoas sabem mais de Direito Fiscal que o dito académico; Qual a importância de o júri ser constituído por aqueles membros..
Tudo questões que devem ser respondidas.
Quanto à candidatura de António Costa, repito: a cor política não tem interesse. Relembro Sérvulo Correia, conhecido apoiante do PS, que se agregou. O quadro de catedráticos tem múltiplas personalidades, mais de esquerda que de direito, é certo, mas assegura-se a representação.
Quanto ao Júri...aí residirá o busilis da questão: sendo todos pessoas sérias e muito competentes, não é possível ficar boquiaberto com uma notícia deste calibre. Não sendo um painel de fiscalistas, sabe-se que um professor de Direito tem de saber algo de todas as áreas, investiga e cresce, muito, como cultor da ciência. Mas..sabe o suficiente para discutir com Saldanha?
publicado por NES-FDL às 23:31
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Comício UNIR LISBOA

Camaradas,

Amanhã, dia 5 de Julho pelas 21horas, terá lugar o 1º Comício de Campanha da Candidatura Unir Lisboa, no Parque Mayer.

O Comício contará com a presença do candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.

Contamos com a presença de todos os militantes do NES-FDL, para nos juntarmos a esta luta que é de todos.
publicado por Fábio Raposo às 02:43
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Vagos Pensamentos


Censura do século XXI?


Nos últimos tempos temos assistido a diversos episódios de censura política, comparável ao período do Estado Novo, por parte do governo socialista. Não concordo - e penso que ninguém concorda - com tal postura. Com a queda do regime salazarista instituiu-se em Portugal a liberdade de expressão, que é uma das traves-mestras da democracia. Ora, o governo ao tentar amordaçar funcionários públicos e jornalistas regride algumas décadas na evolução social.
E tem sido criticado por assumir tal posição. Todos nós, leigos não em relação a temas políticos, podemos expressar a nossa opinião, dentro dos limites permitidos pelo Estado de Direito. E ninguém pode ser profissionalmente prejudicado por emitir tais opiniões. Todavia, e não querendo com isto desculpar as atitudes censórias do governo PS, é preciso referir que esta prática não é uma prática invulgar e que todos os governos, de esquerda ou de direita, a executam, de forma mais ou menos discreta. Diz-se, igualmente, que o governo tem máquina publicitária para medidas que toma, esquecendo, por exemplo, a Central de Comunicação que Morais Sarmento, antigo Ministro da Presidência do PSD, tentou criar…

Mas quem nunca tentou evitar ver a sua imagem de cidadão manchada, por factos verdadeiros ou não?...
Quando a divulgação desses factos, ofender valores como a honra do visado o art 424 do Código Civil é um bom instrumento de defesa.

Contudo, penso que a classe política também deveria assumir os erros que comete, sem ser necessárias pressões mediáticas e por parte dos populares. A posição a tomar não deve ser a de ceder a pressões só porque pode ser eleitoralmente mau não ceder - pois muitas vezes os sacrifícios exigidos aos cidadãos hoje são para lhes poder proporcionar melhores condições de vida no futuro - mas quando o governo ponderasse novamente a questão e considerasse estar a cometer uma “injustiça”.
Penso, no entanto, que isso não irá ocorrer brevemente pois antes de uma mudança de atitude é necessária uma mudança de personalidade dos políticos…
publicado por NES-FDL às 15:16
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Sentenças


Com a chegada das eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, os candidatos assumem posturas idênticas por forma a ganhar a confiança do eleitorado.

Para aqueles, o mais importante é garantir o equilíbrio das contas do Município. É também o facto mais destacado pela Comunicação Social. Contas, contas e contas. Mas será esse o mote mais relevante para as pessoas? O problema da capital é este mesmo: É vista como economicamente relevante. As preocupações são números e as pessoas são estatística.

Nos jornais nacionais, várias pessoas, portuguesas e estrangeiras, definem frequentemente Lisboa como uma das cidades mais bonitas do mundo. Discordo. Lisboa é uma cidade histórica, com umas áreas agradáveis e alguns sítios interessantes. É só. Mas é a capital de Portugal, por isso merece melhor tratamento do que aquele que lhe tem sido dado.

A primeira ideia que tenho de Lisboa é tratar-se de uma cidade suja. As ruas estão cheias de lixo, os passeios oferecem papéis e embrulhos e o vento faz com que as estações de metro sejam os contentores municipais. Sensibilização das pessoas para esta problemática, é o que se pede.
Mas está também suja noutro sentido. Lisboa não tem espaços verdes. Quer dizer, tem: O parque florestal de Monsanto e alguns parquezinhos tipo Eduardo VII. Prefiro ter um pequeno jardim com duas palmeiras e um limoeiro a cada dois quateirões do que parques enormes por cada oito quilómetros quadrados.
Não há relvados, não há bancos, não há jardins.

Falando em poluição, é inevitável referir os automóveis. Quando passo por Lisboa fico sempre com a sensação que cada pessoa é proprietária de dois carros e consegue conduzi-los ao mesmo tempo!
Os automóveis são imensos, o que aumenta a poluição da cidade (no seguimento do que já referi). A poluição sonora de manhã cedo e à tarde obriga os noctívagos a comprarem casa na periferia.
Conduzir em Lisboa é o caos. A sinalização é insuficiente, as indicações são escassas e os estacionamentos são miragens. Os peões não passam de uma peça de Xadrez.

A capital é velha, é cinzenta e está degradada. Seria normal que assim fosse, sendo uma cidade com algumas centenas de anos. Mas também seria de esperar que houvesse restauração dos centros históricos e dos prédios em ruínas.
Mais do que construir casas que ninguém compra e em espaços que não deveriam existir para esse fim, é importante restaurar e incentivar a aquisição dos prédios devolutos. Embelezaria a cidade e traria consigo novos e sorridentes habitantes.

Infelizmente, Lisboa sofre do mesmo problema dos outros centros urbanos mundiais: A pobreza e a exclusão social. Mas não nos podemos agarrar aos maus exemplos dos outros para justificar os nossos.
Em qualquer freguesia do município existem dezenas de sem-abrigo e pedintes. Uma viagem de duas paragens de metro a qualquer hora do dia é suficiente para encontrar pessoas que pedem auxílio. Dentro do metro, à porta do metro e pelas ruas da cidade.

Assusto-me quando vejo que ninguém ajuda ninguém. Assusto-me ainda mais quando leio que o Centro de Acolhimento Temporário de Xabregas corre o risco de fechar, em virtude de uma dívida de 200 mil euros da Câmara Municipal de Lisboa.

Fazem bem. Coloquem os sem-abrigo na rua 24h por dia. Pode ser que assim consigam ajuda a estacionar os dois carros que serão penhorados para pagar a dívida que têm com o Centro de Acolhimento.
publicado por Fábio Raposo às 02:28
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Domingo, 1 de Julho de 2007

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Camaradas,


Tem hoje início a campanha eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa.
Serão duas semanas de campanha em que será mostrado aos Lisboetas o porquê de António Costa ser o melhor candidato para presidir a nossa capital.

Contamos com a mobilização de todos para esta vitória que será tão importante para o futuro de Lisboa, para o futuro do PS e para o futuro do país.

Agenda:
Comício com António Costa: 5 Julho às 21h no Parque Mayer;
Campanha de Rua: de 1 a 15 de Julho;
Encontro com Jovens: 10 de Julho, às 17 horas no BBC.
publicado por Fábio Raposo às 11:31
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