Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Cadetísmos


Semanas


A bem dizer, a semana não teve interesse nenhum.
Polémicas com assentos em conselhos de estado, Procuradores na A.R, futebolada, que culminou com a eliminação do S.L.B da Taça Carlsberg e da passagem, rés-vés, do S.C.P.
Honestamente, não há nada de que falar.

Assim sendo, vou-me debruçar sobre aquilo que me fez pensar, cerca de 5 segundo, em política, mas política muito específica: RGA, dia 5 de Novembro.
Há várias coisas que me fazem reflectir sobre a RGA, porém, há algo que me atormenta: apesar de ter lido as razões, os motivos, não me conseguem dizer a razão de ser só agora. Vou ser mais exacto: peca por tardia. As aulas tiveram início há várias semanas. A realidade era previsível. Porquê reunir agora e só agora?
Outra questão relevante é: será que se vai resolver seja o que for? Quais os efeitos práticos daquela reunião? Acaso vai dar-se avaliação contínua a quem não a tem? Ir-se-à ultrapassar a crise académica, avaliativa e aquela que mais vier?
Numa expressão: não me parece.

Registo 4 matrículas naquele establecimento de ensino. Vi muitas RGA's, convivi com gente que tem aspirações, legítimas de um dia mandar. Entrei ali com vozes que me diziam que era "o ninho dos políticos". Se a política é a arte do possível, de certa forma esta RGA é a arte do arranjar assunto.
publicado por NES-FDL às 22:45
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Sentenças


José Sócrates referiu, no dia de hoje, estar confiante na perspectiva de haver um acordo mundial contra as alterações climáticas pós ano 2012 (primeiro período de compromisso do protocolo de Quioto).

A confiança do primeiro-ministro tem certamente bases que a fundamentam. As boas indicações que os relatórios publicados este ano pelo IPCC vieram fornecer, permitem que todo o mundo acredite que as melhorias climáticas já se estão a fazer sentir. Será também verdade que se em 1997, naquela cidade nipónica, se começou a discutir o tratado sobre redução de emissão de gases poluentes, agora que o primeiro prazo se aproxima (2012), é provável que seja negociado um novo acordo mundial neste sentido.

Realmente, a chamada de atenção para as alterações climáticas (que provadamente foram feitas pelo Homem) assume cada vez mais uma importância fulcral no panorama da política internacional.
Só com o constante trabalho para uma consciencialização mais alargada para este problema é possível garantir que as gerações vindouras tenham possibilidade de viver e não apenas sobreviver.

No entanto, cabe perguntar em que moldes seria celebrado algum novo acordo internacional sobre as alterações climáticas. Fará sentido que o mundo se una contra uma das maiores preocupações actuais a nível mundial e que o país mais poluente do mundo fique de fora?
Cumpre dizer que já é altura de os Estados Unidos da América perceberem que não são os senhores do mundo. O mesmo para o Canadá e para a Austrália.
Este é o primeiro passo, obrigar a um acordo mundial e não a um acordo de muitos países do mundo.

O segundo passo é pensar que consequências práticas podem advir do incumprimento do estabelecido nesse tratado. Não adianta um país ratificar o tratado se não o cumprir. E que legitimidade terão os outros países para impor sanções a esse país? A legitimidade do tratado?

Importante é destacar que esta é uma luta não apenas da classe política, mas de todos. Tem de haver uma mudança de mentalidades no sentido de poupar o meio ambiente, salvar a natureza, não destruir as preciosidades ecológicas que possuimos. Certamente que as alterações climáticas não derivam apenas de indústrias que deitam fumo para o ar, como se pensa habitualmente.
Acredito que um pequeno gesto faça a diferença. Imagine-se, então, na diferença que farão vários pequenos gestos de milhares de milhões de pessoas.

Porque "se cada pessoa varrer a entrada de sua casa, ao final do dia a rua estará limpa".
publicado por Fábio Raposo às 22:35
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Política e Pulítica



- Em relação ao PSD permitam-me discordar dos dois posts anteriores dos meus colegas já que além de pensar que Menezes precisa de tempo para ser avaliado (como referi aqui), julgo também que Santana Lopes não irá dificultar a vida ao presidente do partido. Por dois simples motivos: tem passado que o prova - como vice (situação muito mais confortável para criar cisões que líder parlamentar) de Durão Barroso; e é um politico inteligente, pelo que se quiser realmente voltar ao cenário politico nacional (ou autárquico em Lisboa já em 2009, como se veicula) terá sempre um comportamento institucional impecável e reabilitador (pelo menos tentará).

- Na próxima Comissão Nacional da JS, órgão máximo e soberano da JS entre Congressos, estará presente a Ministra da Educação para discutir com a organização as politicas de Educação do Governo. Tudo muito bem. Mas a minha questão é: tem a JS alguma coisa a dizer-lhe? Tem a JS alguma posição mais ou menos estruturante sobre Educação? Tem a JS uma moção educativa onde esteja expressa uma vontade colectiva da organização? Onde os militantes, no seu conjunto, se revejam e na qual foram participantes activos ou pelo menos tiveram essa possibilidade? Esta crítica não se destina ao Secretariado Nacional, do qual sou apoiante desde a primeira hora, mas a toda uma lógica que as juventudes partidárias têm de abandonar. Pela democracia, pela participação, inclusive pela não-extinção natural das organizações!

- Depois de efectuada a primeira reunião-geral do NES após reinício das aulas, deixem-me deixar-vos um desafio: sairam da FDL, pelas minhas contas, 8 camaradas do Núcleo que pertenciam ao 5º ano no ano transacto. Temos de conseguir no mínimo esses 8 no primeiro ano. Depende de todos.

publicado por NES-FDL às 13:39
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Cadetísmos


Constituição

Tem-se falado numa nova constituição. Há que compreender as razões destes desejos, as consequências de uma hipotética sua realização e, claro, relacionar tudo com quem até alinha nestas coisas.

A ideia de uma nova lei fundamental não é nova. A bem da verdade, não passa de um cliché de quem não tem mais nada para fazer. Podemos, ainda, lembrar que é vontade recorrente (mudar a dita) de quem tem más memórias do 25 de Abril e considera que se vive num socialismo assombroso, digno de uma república de leste, em que a União Soviética manda e desmanda. Se juntarmos a isso os fantasmas da descolonização, que acabam sempre por vir à baila, temos uma boa sopa da pedra.

Findo um congresso "consagrativo" de um novo líder, começam a chover hipóteses de oposição ao governo. Há múltiplas formas de combater um governo. De entre todas, aparecem, a meu ver, as mais ridículas e, à cabeça, emerge esta, acompanhada de um "fim" para o TC. Não haverá outras razão para semelhante bitaite: dizer algo pseudo-novo, reformador e revolucionário.
Quanto a consequências, há que perguntar: o que iria fazer de bom algo que não tem necessidade de existir? Pode-se sempre argumentar com as barreiras que a CRP actual impõe à economia, que o modelo político é anquilosado, que o P.R devia ter menos poderes, para dizer que há uma necessidade premente de inovar o texto constitucional. Mas não há. Na falta de melhor visão, tudo isto são não-problemas transpostos para o plano mediático por quem tem notórios "issues".

Tudo culmina no proponente da alteração. Como tem sido demonstrado por muitos comentadores políticos, parece assistir-se a um fenómeno de bi-cefalia na liderança, mas o curioso radica no seguinte: o autor material da exteriorização de vontade de alteração da constituição, o líder eleito do PSD não tem experiência governamental, passou por pouco, no que toca a grandes decisões. Já o outro líder, parlamentar, foi demitido pelo...P.R; acredita numa liberalização total do mercado...; acredita, piamente, que pode mandar mais. Busílis: um pensa e sente qualquer coisa, o outro faz. Há quase como uma dialéctica entre duas almas dextras.
É bonito.
Ridículo também.
publicado por NES-FDL às 23:26
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Vagos pensamentos



Conversa entre Cavaco Silva e Luís Filipe Menezes:


- Então o senhor é o novo líder do PSD?

- Não, o líder é o Santana Lopes. Eu até nem queria, mas tive de lhe ceder o lugar.

- Quais são os seus projectos para Portugal se ganhar legislativas em 2009?

- Pergunta difícil essa. É melhor perguntar ao Santana, ele é que é o líder.

- Mas homem você é o “líder sem pelouro”. Que rumo seguirá o PSD?

- Prometer à direita e à esquerda e, se for eleito, governo ao sabor do vento.

- E Gaia? Quem toma conta da Câmara?

- Fica em piloto automático, como esteve até agora.

- E....

- Desculpe, Sr Presidente, lembrei-me agora que tenho de ir resolver uma trapalhada do líder do PSD.

- Mas...

- Ele pensa que ainda é Primeiro Ministro...
publicado por NES-FDL às 16:01
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Sentenças




O CDS-PP defendeu ontem a ideia de que deve haver uma responsabilização dos pais dos alunos que faltam muito às aulas.

À primeira vista a ideia não merece qualquer constestação. Aliás, é normal que quando os filhos faltem às aulas os pais sejam os responsáveis e respondam pelos actos daqueles.

A medida dos populares desvia-se do tradicional pelo facto de essa responsabilização derivar de um contrato assinado entre pais e escolas, em que aqueles ficam obrigados a que os filhos não faltem às aulas, sob pena de incorrerem em sanções pecuniárias.

Quase me faltam as palavras, de tão estúpida que soa a ideia. A desculpa de que é uma medida praticada noutros países não me convence. É claro que qualquer ideia, qualquer medida, qualquer proposta já foi alguma vez tentada ou praticada em algum lugar, em determinado espaço de tempo. E isso é fundamento para a praticarmos nós?

A escola e os pais celebram contrato. Os pais ficam obrigados a que os filhos não faltem. Os filhos faltam... E os pais pagam.

Não consigo conceber a utilidade da proposta por vários motivos.
Em primeiro lugar, vai levar a que os filhos sejam obrigados a ir às aulas não por motivações didáticas, disciplinares ou comportamentais, mas apenas porque os pais não querem pagar se aqueles faltarem.
Tantas preocupações com os meninos da escola e, afinal, era isso que faltava ensinarmos às crianças de Portugal: "Joãozinho, não me importo que puxes os cabelos à tua irmã ou que atires aviõezinhos nas aulas, o que interessa é que estejas lá dentro!".


A própria ideia de responsabilização já é praticada. Quando os filhos se portam de forma desviante (incluindo o faltar às aulas), os pais são chamados à escola, onde ficam a par desses comportamentos. Hoje em dia, sempre que um aluno falta é enviado para a morada de residência uma carta a indicar que o aluno faltou.

E aí os pais, por serem pais, saberão como proceder nessas circunstâncias. Acredito que não é necessário que venha a senhora do Conselho Directivo com um papel debaixo do braço e uma mão estendida indicar como se deve educar os filhos dos outros.


Existe ainda uma outra vertente, que é a questão de haver filhos que escapam da tutela dos pais. Os pais esforçam-se, educam-nos, criam-lhes condições de aprendizagem, mas os filhos não querem saber dos estudos.

Os pais deixam-nos à porta da escola e vão buscá-los quando saiem.
Mas no final do mês, quando receberem a factura para pagar, vão ter de vender o automóvel porque o filho é um baldas.

E aí é que são elas. Porque, a partir desse momento, o Joãozinho passa a ir a pé para a escola.
publicado por Fábio Raposo às 23:34
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CONVOCATÓRIA



Camaradas:


Esta quarta-feira, dia 24 de Outubro, realizar-se-á mais uma reunião-geral do NES-FDL.
Será às 18h na sala 12.03.


Conto com a participação de todos!


Até lá, [] *
publicado por Fábio Raposo às 13:38
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Política e Pulítica


- Nunca deixa de ser engraçada esta nacional tendência natural para a incoerência: se a assinatura do novo Tratado Europeu não fosse conseguida ainda durante a Presidência Portuguesa isso seria uma catástrofe para o Governo português, qual flamejante incompetência diplomática; se se conseguiu... não foi mérito do Governo português.

- Os EUA apelam para que a Turquia efectue um esforço diplomático antes de atacar o norte do Iraque. Estão a brincar comigo, não estão? Que moral!

- A presença do SG da Juventude Socialista na Prisão de Paços de Ferreira explicando que não será abandonado o combate ao tráfico de drogas nas prisões é significativo e extremamente simbólico. Simboliza a solidariedade dos jovens socialistas com o Governo numa área sensível como esta, simboliza a preocupação dos mais novos pelas questões sociais, simboliza o verdadeiro enquadramento que as gerações mais jovens têm de ter (ou começar a ter) das prisões enquanto mecanismos de reinserção social.

- Saiu mais um Jornal do NES. Notei o interesse de muitos colegas da FDL em ler a nova edição, talvez acrescida pelo destaque às propinas e pela aproximação da temática à própria realidade da nossa faculdade. Muitos deles, no entanto, não sabem ainda o que é o NES. Urge portanto trabalhar para envolver mais uma geração de fdlianos neste projecto aberto e abrangente, que é o NES/FDL.

publicado por NES-FDL às 15:46
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Cadetísmos



Orçamentologia


Surge, como manda a lei, a proposta de orçamento de Estado.
Passo a parte das considerações técnicas, pelo especial motivo de não ter (ainda) lido a dita. Interessa, nesta altura, centrar atenções no que é essencial e o que é acessório.
Explique-se.
Há inúmeros elementos a carecer de análise. O primeiro deles é o anuncio do P.M sobre o défice: histórico. É o mais baixo valor, desde o 25 de Abril. Não é por ser membro de uma Juventude Partidária que devo escamotear a minha felicidade pelo objectivo atingido. Não é tudo, mas é significativo. Não é um melhor nível de vida, mas é um começo. É sinal de trabalho, mostra-se serviço.
Por outro lado, a política fiscal. Aumenta-se, e bem, o imposto sobre o tabaco e mantém-se o ISP. Ninguém questiona. Problemas: o aumento da tributação sobre reformados que aufiram um rendimento anual de 6100 Euros. É um pecado capital. O Orçamento, que caminha bem com as preocupações sociais ao seu lado, dá o flanco à oposição, pelo que as críticas serão todas fundadas e justas. É socialmente errado tributar reformas. Moralmente é também reprovável. Há que existir uma sensibilidade a pontos cirúrgicos como são estes.
No meio de tudo, há um nome que deve ser louvado: Teixeira dos Santos. Não desiludiu. Luta, com eficácia, contra o descalabro nas contas públicas. Tenta impôr um rigor de que ninguém já se lembrava neste sector administrativo. Lembro-me sempre de personagens, verdadeiras vedetas da economia e Finanças, como Ferreira Leite e Pina Moura, de governos diferentes, que apresentavam curricula de grande envergadura, mas que prestaram um péssimo serviço ao país. Teixeira dos Santos, um desconhecido da maioria, fez-se notar, pelo empenho e pelos resultados.
Tudo visto e considerado, o orçamento é bom, é positivo. Passa uma mensagem de alguma esperança, de transição mesmo: quer-se abandonar a crise. A crise começa a ser abandonada.
publicado por NES-FDL às 19:37
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

Rostos de Esquerda


Todos os meses será nesta rúbrica revelada uma pequena biografia politica de grandes figuras da esquerda. Uma pequena homenagem a grandes homens e mulheres.


Mês de Outubro: Fernando Rosas.


Fernando Rosas nasceu em 1946, em Lisboa. Em 1961, aos 15 anos, adere à organização calndestina do PCP. Quatro anos mais tarde, enquanto frequentava a Faculdade de Direito é preso pela PIDE devido ao exercício activo do seu mandato na Direcção da AAFDL, sendo condenado a 1 ano e três meses de prisão correccional.

Em 1968 afasta-se do PCP e participa na fundação da EDE (Esquerda Democrática Estudantil), que visa descolar-se do movimento organizado estudantil do PCP (a UEC), e que mais tarde daria origem ao MRPP. Enquanto dirigente desta estrutura, distingue-se na grande crise académica de 1968/69.

Em 1970 é um dos fundadores do MRPP e no ano seguinte é novamente preso e sujeito a várias torturas. Entra na clandestinidade em 1971 até ao 25 de Abril de 1974. Na década de 80 dedica-se ao jornalismo e à História, sua paixão de sempre. Colaborou no DN enquanto tal e ingressa como docente na FCSH da UNL a partir de 1986, depois de efectuar doutoramento.

Em 1996 integra a Comissão de Honra da candidatura presidencial de Jorge Sampaio, seu velho amigo. Três anos mais tarde participa na fundação do Bloco de Esquerda e dois anos mais tarde concorre às eleições presidenciais por este partido.

Hoje é deputado pelo BE e um dos maiores historiadores portugueses sobre o Estado Novo e História portuguesa contemporânea em geral. Com uma participação cívica, académica e politica notáveis na vida portuguesa, Fernando Rosas continua a ser um símbolo vivo da esquerda em Portugal.

publicado por NES-FDL às 22:04
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Vagos pensamentos


Pena de morte?


A pena de morte e a sua abolição é um tema sempre actual, mas que recentemente voltou a ser alvo de um realce especial dos media em virtude de diversos assasssinatos ocorridos nos EUA, que geraram um um amplo debate em torno deste assunto.
Enquanto estudante de Direito não poderei jamais defender tal pena para quem comete um crime por mais hediondo que seja. A vida em em sociedade exige que sejamos responsabilizados pelos nossos actos, mas a justiça não pode aplicar uma pena da qual, após a sua execução, não pode haver recurso.
Nos EUA, que aplicam a pena de morte na maioria dos Estados, não só a criminalidade não diminuiu, como também foi revelado – recorrendo a testes de ADN - que um homem que passou vários anos no corredor da morte à espera de ser executado, estava inocente.
Muitas pessoas, quando colocadas perante o cenário de homícidio de um familiar, exigem a morte do criminoso, esquecendo por completo que todos os homens têm direito à redenção espiritual , e que a prisão têm como principal função a ressocialização do recluso. Ressocialização a que todos têm direito, por mais grave que tenha sido o crime cometido. Porque a função da prisão não é só excluir do convívio social, mas principalmente corrigir personalidades desviantes.


A Lei de Talião é impraticável!!!!
publicado por NES-FDL às 15:54
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Sentenças



Por vezes pergunto o que faz as pessoas serem de Esquerda ou de Direita. Infelizmente ainda existe aquele grande número para quem aquela distinção se limite ao lado para onde têm que virar o volante.

Não é essa Esquerda ou Direita a que me refiro.

Vários factores existirão, certamente.
A própria maneira de ser (feitio, personalidade) influenciará a maneira de pensar politicamente dessa pessoa. Ou será por pensar daquela forma que adquiriu determinada personalidade? Acredito mais na primeira hipótese.

Outro factor importante será o que lhe é incutido em casa ou nas escolas. Tal como o chefe de família educa o filho a ser de um clube de futebol, pode apontar um caminho político para que o este o siga. Felizmente já não existem fotos dos chefes de estado penduradas nas escolas portuguesas. Assim como as cruzes religiosas também foram retiradas e dou graças por isso.

Existem aqueles que escolhem uma área ou partido porque apreciam alguns políticos que costumam ver. Mas para podermos fazer um juízo correcto acerca da actuação de um político temos de estar suficientemente desenvolvidos cognitivamente. E raras são as pessoas que antes dos 14 anos, por exemplo, sabem fazer aquele juízo, pelo menos de forma sustentada. E será que as pessoas só se afirmam de Esquerda ou de Direita com 30 anos? Não creio...

Outros estudam e entendem História. Conhecem a História partidária e a História nacional (porque aquela também o é). A partir daí revêm-se politicamente em alguma facção (não obstante o negativismo do termo). É interessante, mas os partidos não são só História. São actualidade, são modernidade e, principalmente, são actividade.

Há algum eleitorado que define o seu lado político por defender principalmente determinada bandeira que é tipicamente de Esquerda ou de Direita. Dentro dessa distinção escolhem o partido que bem lhes aprouver. Muito bem.

Considero importante ainda destacar aqueles que fazem a distinção pela vivência que tiveram. Da infância à idade adulta, passando pela juventude, passaram por situações em que definiram prioridades e importâncias. Um pouco como o factor referido anteriormente, mas de forma mais abrangente. Pessoalmente é aqui que me revejo.

Ser de Esquerda é defender os seus ideais. Da minha parte, destaco a igualdade e a liberdade. Igualdade para os outros, já que não pretendo ser igual a ninguém. Não quero ter umas férias num lugar bonito e distante, mas defenderei sempre que qualquer pessoa tenha essa possibilidade.

E igualdade. Igualdade entre todos. Igualdade perante todos. E aqui revejo-me ainda mais.
Liberdade para pensar, liberdade para falar, liberdade para escrever, liberdade para aplaudir, liberdade para circular, liberdade para criticar, liberdade para gritar, liberdade para agir. Liberdade.

Ser o mais livre possível dentro de uma sociedade em que a liberdade total deixa de o ser é certamente a maior grandeza que alguém pode e deve possuir.
publicado por Fábio Raposo às 20:40
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Os pontos nos "ii"




Hoje apetece-me ser polémica e falar de prostituição. Aquilo que vou escrever é tudo menos consensual mas, tudo visto, parece-me ser a melhor solução, subtraídos a hipocrisia e o falso moralismo.

Falo de legalização da prostituição. E muitos me perguntam como posso eu ser simultaneamente feminista, como assumidamente sou, e defender a legalização da prostituição, quando exercida livre e conscientemente por adultos. A resposta é simples: porque me parece ser a única forma viável de proteger a integridade física e psíquica destas mulheres (e homens também, convenha-se), de evitar a sua exploração e de as trazer de volta a uma comunidade que as estigamatiza e exclui.

Com a legalização da prostituição nestes precisos termos, as mulheres passam a estar abrangidas pelo sistema de Segurança Social, a beneficiar, entre outras, de assistência na doença e, sobretudo, a gozar de efectiva protecção contra a exploração da sua dignidade e autodeterminação sexual pelo crime organizado que o actual enquadramento legal, ao invés de combater, promove. Uma mulher que exerça uma profissão legítima e legal poderá recorrer às autoridades para denunciar abusos e isso parece-me essencial.

Argumentarão certamente que actualmente a prostituição já não se encontra criminalizada. Decerto. Contudo, o facto de permanecer uma actividade ilícita, ainda que não se trate de ilícito penal, não me parece adequada à prossecução daquele que deve ser o fim do Estado nesta matéria: dar a estas mulheres outras oportunidades, integrá-las, protegê-las.

"Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Já fui radicalmete contra esta solução mas longas conversas com amigos holandeses fizeram-me mudar de ideias e ver nesta solução um passo necessário, face aos impressionantes resultados obtidos neste país no sentido de uma quase total erradicação do tráfico de mulheres. E isto é aquele que me parece o ponto essencial, bem para lá de qualquer moral social, mesmo que dominante.

A longos anos de concretização em Portugal, decerto, mas ainda assim, estou convencida, uma reforma futura.
publicado por NES-FDL às 20:01
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Jornal do NES Edição nº 11 (12 de Outubro)


Está já disponível em formato digital o Jornal do NES nº 11.
publicado por NES-FDL às 12:01
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

Política e Pulítica



- Ponham-se no lugar do homem: são Primeiros-Ministros. Logo, governam. Não andam a dizer à sra. de uma qualquer Direcção Regional de Educação para sancionar um qualquer Professor mais atrevido ou a um qualquer Chefe de serviço de um qualquer Hospital para sancionar um qualquer médico satírico ou a um qualquer grupo de policias para avisar um qualquer sindicato com intenções de vos vaiar. Não, vocês têm mais que fazer e que pensar. Têm de Governar. E os jornalistas que comentar, escrever e relatar o que bem entenderem. Sempre foi assim, e sempre será. A investigação deverá ser feita pelos órgãos próprios e as conclusões aplicadas severamente. Mas não porque apareceu na TV. Na TV não se governa! A TV não é Portugal!


- As propinas é um daqueles assuntos clássicos para um aluno de Ensino Superior. Porque as Universidades ainda não são empresas o Estado encarrega-se de, em nome da tendencial igualdade de oportunidades e ao mesmo tempo da sustentabilidade orçamental de cada instituição, fixar um limite máximo e mínimo de propinas. Até aqui só uma coisa a apontar: a tendencial gratuitidade de que fala a Constituição não tem tido aplicação. Pelo contrário, o limite tem até agora aumentado sempre. Mas a quem nos podemos e devemos realmente queixar é a Conselhos Directivos como o da nossa Faculdade, onde 940€ são pedidos sem qualquer justificação/aplicação plausível. Afinal as propinas são uma taxa?


- A JS foi, enquanto estrutura politica, pioneira na divulgação das atrocidades cometidas na Birmânia através do apelo a todas as pessoas a assinar a petição da ECOSY, estrutura internacional que integra. Mas ficou-se por aí. A intervenção politica exige formas de reinventarmos a comunicação e as acções, que meramente simbólicas ou não, praticamos.

publicado por NES-FDL às 17:15
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

Cadetísmos


E cuidado com a língua....



Não sei se é do domínio público ou não, mas consta que, nas vésperas de uma manifestação organizada por determinado sindicato, elementos da Polícia dirigiram-se à sede da dita organização, pediram documentos, examinaram panfletos e terminaram tudo com um assertivo "e cuidado com a língua"
Como é de esperar, meio mundo está indignado. À vista desarmada, parece um exercício típico de intimidação, a lembrar tempos muito pouco saudosos.
Como este blog pertence ao núcleo da JS na FDL, acho que ninguém me levará a mal que peça mais a este governo que ajudei a eleger.
Quero inquéritos. Quero provas inequívocas de que a manobra polícias era, efectivamente, de rotina. Quero que todos se expliquem. Acima de tudo, é profundo desejo, e penso que falo de todos, que nunca mais se repita semelhante acto.

Mas esta polémica toda levanta uma questão antiga: a antiga rivalidade entre PCP e PS.
Tradicionalmente, até mesmo historicamente, o PC tem uma faceta de resistente, de lutador contra qualquer desigualdade social e atropelo à dignidade humana. Irrepreensível. O PS teve um papel "Europeu", nomeadamente na integração do País naquilo que seria a C.E.E.
O país deve muito a ambos os partidos.
Facto é que, apesar de tudo, nunca se superaram disputas pelo poder. Disputas perdidas umas vezes, ganhas noutras, com um resultado final claramente socialista.
Hoje, lembram-se as palavras do P.M quando liga aos comunistas aos actos de manifestação contra si. Volta-se a trazer lume a chama social e lutadora do PC, no seu pior sentido, porém com um pormenor: não há nada para realçar. O nome do partido serve apenas como bode espiatório. Como agente sem o ser, como agitador sem agitar.
Como administração de luxo que é este governo, é lamentável e de evitar criar atritos com outras forças de esquerda. O Governo sabe que as manifestações são actos próprios de uma democracia madura. Como o sabe, não se vê o porquê de atribuir uma autoria partidária a actos apartidários.
Seria triste para o país que uma eventual queda nas intenções de voto tivesse por base estas atitudes evitáveis.
publicado por NES-FDL às 22:59
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Dia Europeu contra a pena de morte




Hoje, dia 10 de Outubro, celebra-se pela primeira vez o dia Europeu contra a pena de morte.
A decisão foi tomada no final de Setembro pelo Conselho da Europa.

A instauração deste dia, que era um dos objectivos da presidência portuguesa da União Europeia foi contestada pela Polónia, o único país a opor-se à decisão.


Portugal foi o primeiro país da Europa a abolir a pena de morte, em 1867. Actualmente, todos os países da União Europeia já o fizeram.

Todos os anos são executadas milhares de pessoas em países como a China, a Arábia Saudita, os EUA e o Irão, entre outros.
publicado por Fábio Raposo às 22:05
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Campanha mensal de Outubro 2007


(Clica na imagem para aumentar)
publicado por Fábio Raposo às 00:45
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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Os pontos nos "ii"


Um pequeno ovo de Colombo ecológico

Estão de volta os meus posts de sexta-feira, quase sempre escritos noutro dia qualquer da semana por falta de oportunidade... Antes de mais, quero desejar a todos os camaradas um excelente ano académico e político, preenchido pelas lutas que distinguem a JS!

O meu apontamento de hoje vai para uma página de busca que chegou ao meu conhecimento através de um e-mail. Decidi divulgá-la porque me parece um daqueles pequenos ovos de Colombo ecológicos que podem realmente fazer a diferença.

Ora bem, a ideia é muito simples. Trata-se de uma réplica do Google mas em preto, o que permite ao utilizador atingir o mesmo resultado que atingiria com o famoso motor de busca mas poupando energia, uma vez que são as cores garridas aquelas que mais consumo de energia geram nos nossos monitores. Engenhoso, hã?

Muitos críticos já contrapuseram que as poupanças de energia que se alcançam desta forma são insignificantes e que o público dificilmente vai aderir a páginas em preto. Mas parece-me que a ideia tem valor. Como assinalam os criadores do Blackle, assim se chama este Google ecológico, nenhuma poupança de energia deve ser desprezada, por pequena que seja, e, por outro lado, fazermos desta a nossa home page lembrar-nos-á, de cada vez que ligarmos o nosso computador, de que o planeta precisa de nós. Começar esta revolução ecológica em tons de negro pelo mais utilizado motor de busca do planeta não me parece assim tão desprezível...

Eis o link: http://www.blackle.com/about/. Esta página contém mais informações sobre o projecto, dicas ecológicas e um link para fazerem do Blackle a vossa home page. Fica a sugestão!


Do you Blackle?
publicado por NES-FDL às 15:45
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Dia da República


5 de Outubro de 1910.

Não é um feriado qualquer.

Não se limitou a ser uma data de mudança de um regime monárquico para um regime republicano em Portugal. Essa mudança implicou a ruptura total de pensamento e da sua aplicação prática em áreas muito distintas e importantes como a educação, a saúde, o trabalho, a religião. Mas, mais que isso, em termos ideológicos existe uma ruptura em Portugal (tardia em relação à Europa): nasce uma visão moderna, social e humanista da sociedade. Desta revolução ideológica acabam por surgir forças politicas progressistas ligadas intimamente ao socialismo, como o Partido Socialista Português de Alfredo Franco e Ramada Curto nas décadas de 20 e 30, como a Acção Democrato-Social de António Sérgio e Jaime Cortesão da década de 50, como a Resistência Republicana de Mário Soares e Salgado Zenha igualmente da década de 50, como a Acção Socialista Portuguesa de Soares, Ramos da Costa e Tito de Morais da década de 60, e como o Partido Socialista de Soares, Jaime Gama, António Macedo, Arons de Carvalho, António Arnaut, Gustavo Soromenho e muitos outros da década de 70.

Este progressivo caminho que foi trilhado desde o aprecimento e diápora dos ideais republicanos em Portugal, desempenhou um papel essencial na formação politica de muitos dos que fundaram o actual Partido Socialista e continua a ser para nós, jovens, um exemplo de luta pelo progresso, pela liberdade, inclusão, justiça, fraternidade. Um caminho que faz parte da nossa identidade histórica enquanto jovens socialistas que não podemos nem poderemos querer renegar.



Viva a República,

Viva Portugal!
publicado por NES-FDL às 00:00
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Cadetísmos


A Primeira Semana


Há qualquer coisa de diferente no início deste ano, na Faculdade. No fundo, é um reflexo da vida além ciência do Direito. Senão vejamos:
- Acontecer, como aconteceu, perder uma cadeira, agora, é penalizador: a avaliação contínua, citando esse verbo Brasileiro, escafedeu-se
- Perderam-se horas no horário
- Misturam-se, no mesmo ano, cadeiras "assassinas" (TGDC e IED: como ter a primeira, sem a segunda?; TGDC e Obrigações: como ter a segunda sem a primeira?)
- As incertezas quanto ao futuro profissional dos alunos do plano curricular são muitas

Isto é só um apanhado.

A verdade é que se vivem tempos de mudança, tempos em que o velho dá lugar ao novo e a modernização se pretende alcançar, sendo objectivo primordial chegar a um nível superior no ensino universitário.

O troco de quê?
Na minha muy modesta opinião, tentou-se uma modernização que custava caro. Como só podem pagar a mudança duas entidades (estado ou particulares), decidiu-se pelo mal menor: pagam as duas, mas nenhuma, verdadeiramente. As propinas aumentam, algum investimento e dotações chegam, mas nada belisca o cancro eterno: a escassez de verbas.
Saem regimes jurídicos para tudo, tomam-se todas as medidas. Fala-se em futuro.

Mas fazem-se contas e tiram-se conclusões: as intenções são as melhores. O espírito é o recomendável. Dá gosto ver os académicos anquilosados incomodados com a mudança.
Mas não é possível esquecer que se está a interferir na vida de milhares. Não se deve olvidar que as repercussões, se isto não corre bem, são muito nefastas e podem fazer acontecer algo horrendo: estarmos, no futuro, em piores condições económicas que os nossos pais, ou seja, um zero de evolução a nível de qualidade de vida.
Porque a educação é a base de toda uma sociedade, mexer com ela é mais complicado que uma operação ao cérebro: terá de ser bem feito e só por quem sabe.
publicado por NES-FDL às 21:56
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Vagos pensamentos


Acomodados...


Ontem fui ao médico de família. Não tive de aguardar muito tempo até ser chamado(até fiquei admirado com tal facto). Entrei. Pedi um relatório médico completo para entregar numa junta médica a que me vou submeter. O médico começa a copiar o último que lhe tinha pedido e que não tinha mais de dez linhas...
Mas que país é este? O ócio reina entre os funcionários públicos de forma generalizada. Não querem ser avaliados pelo seu desempenho e vêm para a rua manifestar-se contra perda de regalias, que têm o descaramento de designar de direitos adquiridos - perda essa, em minha opinião perfeitamente justificada - e quando chamados a realizar tarefas da sua competência funcional revelam não ter capacidade para as exercer.
Penso que a precaridade ao nível dos contratos de trabalho existente no sector privado – onde verdadeiramente se trabalha – deve ser estendida ao sector público e devem ser retiradas as regalias que ainda não foram. Porque o problema não está numa ocorrência isolada mas, como acima referi, na sua generalização. De certeza que todos já presenciaram situações surreais que ocorrem nas repartições públicas. É necessário avançar com uma avaliação rigorosa de desempenho e excluir do monstro público aqueles que só se servem dele.
Não vale a pena questionarmos quem são os governos e governantes responsáveis por esta situação, mas urge corrigi-la. O governo de Sócrates tem-se esforçado por corrigir esta situação mas a realidade do dia a dia mostra que medidas radicais são necessárias para acabar com esta “geração de acomodados”...
publicado por NES-FDL às 17:57
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Sentenças


Realizaram-se, nesta última sexta-feira, as eleições directas para a liderança do PSD, da qual Luís Filipe Menezes saiu vencedor.

Tratando-se do maior partido da oposição, estas foram umas eleições importantes.

Considero que Marques Mendes acabou por sair da liderança por uma porta pequena. A onda de descontentamento dentro do partido já há algum tempo se fazia sentir, pelo que a derrota não (me) surpreendeu.

Mas mais do que Mendes, acredito que foi a imagem do PSD que saiu afectada.

No Porto, mais de duas dezenas de reclamações foram apresentadas por militantes que não puderam votar, apesar de terem as quotas em dia.

Na Figueira da Foz as eleições foram anuladas.

Existiu ainda a situação dos militantes açorianos. Nos estatutos do PSD-Açores não é exigido que os militantes tenham as quotas em dia para votar, o que leva a uma desigualdade face ao restante território, onde o pagamento das quotas é obrigatório. Entretanto, foi dada a possibilidade de pagamento desses valores até ao dia das eleições, o que leva a mais uma desiguladade face ao resto do país. Além disso, ainda foram excluídos mais de um milhar de militantes, por pagamentos irregulares.

Situações negativas que prejudicam o partido. Mas, como é obvio, existem sempre falhas no (do)sistema e alguns problemas que necessitam ser resolvidos.

Por isso, o leitor até pode ter uma atitude de compreensão para com o partido e o que se passou nas eleições directas. Há coisas quase inevitáveis.

Mas a atitude agressiva dos candidatos podia ter sido outra. Luís Filipe Menzes e Marques Mendes não se respeitaram.

Parece-me incrível como duas pessoas que partilham ideais semelhantes e lutam pelas mesmas causas dentro de um partido se tratem tão mal. Será o desespero da vitória? A vontade de poder? Ou apenas a incapacidade de trabalhar e discutir de forma mais positiva?

O que será não sei. Mas certamente que os militantes do PSD, e o próprio país, esperam mais da postura do partido do que aquela o seu novo líder assumiu durante estas eleições.
publicado por Fábio Raposo às 22:16
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