Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

2007/2008

Quero desejar a todos os militantes do NES-FDL, assim como a todos os leitores do blog em geral, um excelente ano novo.

Que a camaradagem se mantenha, que as ideias não faltem, que o trabalho continue. Que o Núcleo continue a traduzir um espaço de troca de opiniões e de luta por ideais inabaláveis.

Que o melhor de 2007 seja o pior de 2008.

Abraço a todos!
publicado por Fábio Raposo às 05:22
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

PS no Governo: resultados à vista também na Europa

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publicado por Tiago Gonçalves às 15:30
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PS no Governo: resultados à vista

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publicado por Tiago Gonçalves às 15:29
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Vagos pensamentos



Ontem tive “frequência” de Direito Comercial. Por volta das 19:25h dirigi-me ao anfiteatro 1, onde esta ia decorrer. Até aqui tudo normal. As arbitrariedades, de resto já comuns em épocas de exames ou frequências, começaram a seguir. O assistente distribuiu os enunciados e as folhas de exame, começando a dita “frequência” por volta das 19:35. Quando li o enunciado achei-o acessível mas grande. E tinha razão. Para além de muito longo, o exame ou frequência – consoante a designação que queiram adoptar para aquelas porcarias a que somos submetidos durante o ano lectivo na FDL - terminou por volta das 20:15, quando o regente da cadeira irrompeu pelo anfiteatro e disse para entregarmos as folhas com a resolução. No anfiteatro iria decorrrer uma decorrer uma aula teórica que deveria iniciar-se às 20:30!!!. Resultado uma “frequência” que era suposto ter a duração de 60 minutos durou 40, tendo eu não respondido a duas questões que, no total, valiam 7 valores. Deste modo espero ter uma nota excelente!!!(risos).
Perante ocorrências deste tipo( porque já me relataram mais atitudes de prepotência deste género durante esta época de “frequências”) pergunto: onde estava a AAFDL para defender os alunos destas atitudes totalmente discricionárias dos professores? Pois, lembrei-me agora, que não vi ninguém a distribuir flyers...
Se continuarem a serem, como têm sido, egocêntricos e não zelarem pelos interesses dos alunos, este tipo de situações nunca acabará.
A corda não rebentaria do lado dos alunos se estes partissem para esta batalha unidos e sem temerem as consequências que desta pudessem advir para cada um. Mas, infelizmente, penso que isso nunca irá acontecer. Já não há revoluções...
publicado por NES-FDL às 16:46
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Sentenças


O panorama político nacional tem-se destacado, nos últimos tempos, pela presidência portuguesa da União Europeia, que culminou com a assinatura do tratado reformador a dia 13 de Dezembro deste ano.

Sendo que a presidência da UE é rotativa e tem apenas a duração de 6 meses e que, portanto, está neste momento a terminar (é entregue à Eslovénia a dia 1 de Janeiro de 2008), é natural que seja atribuído maior relevo a esta questão, quer pelo Governo, quer pela comunicação social, quer pelos próprios portugueses em geral.
Ora, vozes críticas têm-se manifestado no sentido de indicar que o Governo português tem dado maior importância à União Europeia do que à política nacional. Críticas essas às quais José Sócrates já teve a oportunidade de responder.

Mesmo assim, é óbvio que a política interna não foi descurada. O combate ao défice mantém-se, a discussão do aumento do salário mínimo continua e o natal será no mesmo dia. Mas como se destaca um determinado objectivo, todos os outros são esquecidos, não por quem os cumpre, mas por quem os olha de fora.

Não deixa, todavia, de ser curioso que aquelas críticas lhas sejam colocadas.

Note-se que a presidência da União Europeia traduz mais responsabilidades do que poderes substanciais a nível político. Mesmo assim, Portugal tem uma oportunidade única de ajudar a desenvolver esta União que é de todos e elevar o nome do nosso país a altas instâncias a nível internacional. E nisso, o Governo português tem feito um excelente trabalho.

Se assumíssemos a Presidência da União e nada ou pouco fizéssemos, seriam projectadas outras vozes, possivelmente vindas das mesmas personalidades, criticando o facto de não a termos aproveitado. Mas fizemo-lo. E ouvem-se as vozes na mesma. Existe um provérbio que diz que "os cães ladram e a caravana passa", que agora entendo com mais pormenor.

Mais, se a legislatura tem a duração de 4 anos e aquela Presidência tem a duração de apenas 6 meses, representa apenas 12,5% do total do mandato. Diga-se que não é um número muito elevado.

E não tem, hoje em dia, a União Europeia um papel tão importante para o desenvolvimento do nosso país e de nós próprios individualmente, que mereça aquela percentagem de atenção e trabalho árduo, com todas as vantagens que dela podem advir?
publicado por Fábio Raposo às 01:00
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Sábado, 15 de Dezembro de 2007

Dura Lex Sed Lex



Depois de tanto se defender a independência da Juventude Socialista em relação ao Partido Socialista, não é que a JS demonstra hoje essa atitude? Antecipa-se ao Partido e toma uma posição em relação ao Tratado da União Europeia, dizendo que:

(...)Aberto este novo capítulo na vida da União, a Juventude Socialista entende estarmos perante uma oportunidade irrecusável para debater de forma participada a Europa e o seu futuro. O recurso ao referendo como forma de conclusão do processo interno de ratificação permitirá aproximar os Portugueses do processo de integração europeia, estimulando o debate na sociedade civil e oferecendo um fórum alargado para demonstrar o papel central das instituições e políticas europeias e o dinamismo do processo de integração junto dos cidadãos portugueses.

Até se poderia perguntar se o nosso caro Pedro Nuno Santos andou a ler aqui o blog?

De qualquer das formas, uma atitude bastante compreensível da JS. Sendo que na minha opinião com ou sem referendo este seria um legítimo tratado, as duas posições são aceitáveis, mas, com referendo, existiria, sem qualquer sombra para dúvida, um sentimento de maior participação e aceitação da parte do povo português, exigiria um alargado debate e críticas construtivas ao que este tratado significará na vida de todos, dando-o muito mais ao conhecimento geral, podendo por isto significar uma certa importância o tal referendo à sociedade portuguesa. Agora é esperar para ver. Será que o Partido seguirá as mesmas pisadas, ou melhor, será que o Governo concorda? Ao que parece está para breve o anuncio da tomada de posição do Governo.

Referência final para o importante acordo conseguido em Bali para combater o aquecimento global, uma das maiores ameaças da actualidade à humanidade. É importante agir, e agir rapidamente, com medidas efectivas, não com medidas de papel sem qualquer significado ao nível real. Projecções como as de que em por volta de 2020's zonas do Mundo ficarão sem água devido às alterações climáticas assustam e devem assustar cada vez mais se nada for feito para evitar isso. A atribuição do prémio Nobel da Paz de este ano a um reconhecido senhor desta luta não foi certamente inocente, naquela que deve ser uma luta de consciencialização de todo mundo para este problema que não é deste ou daquele país mas global.

publicado por Luís Pereira às 21:44
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Sentenças



Pedindo desculpa a todos os leitores pela ausência recente, motivada por várias razões, retomo assim a regularidade dos textos no blog do NES-FDL.

Li, há dias, que os radares de controlo de velocidade do Porto têm apanhado veículos a velocidades vertiginosas. Além destes, muito se tem falado dos radares em Lisboa e do número assustador das contra-ordenações registadas.
Cumpre indagar se os radares, no seu sentido principal de prevenção de condução com excesso de velocidade, resultam efectivamente.
Farão estes dispositivos diminuir a velocidade dos condutores? Bom, no que respeita aos 15 metros onde existem radares, sim.

Cumprirão as consequentes multas aquela finalidade? Tendo em conta o número de infracções registadas, a resposta parece negativa.

Mas pode ainda ser cedo para tirar conclusões, mesmo que sejam a nível pessoal, pelo que deixemos de parte a questão da (in)utilidade dos radares.
Atente-se, antes, no facto de existirem câmaras de filmar em algumas auto-estradas e não só, assim como máquinas fotográficas em determinadas vias de comunicação, como nas portagens.

Estou apenas a referir tecnologias que visam, à partida, contribuir para a segurança rodoviária. Pense-se também nas câmaras de filmar nos parques de estacionamento e nos supermercados, nos sistemas de GPS e até no Google Earth, entre outros.

Poderemos estar nós a caminhar para uma sociedade onde muitos dos nossos movimentos são passíveis de serem visualizados, registados e analisados, qual Big Brother?
Adiantará, mesmo, apostar numa eventual segurança (rodoviária) se a nossa liberdade pode estar em causa?

Não acredito que estejamos seguros assim. E mesmo que estivéssemos, não teríamos a liberdade suficiente para conseguirmos aproveitar o facto de, final e milagrosamente, estarmos seguros.
publicado por Fábio Raposo às 03:21
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Tertúlia Virtual



Aberto o mote das políticas de igualdade, quero apenas realçar um ou outro aspecto que me parece ser importante no seio da actividade legislativa e governativa, tomando em sentido amplo o tema das “políticas”.

Sendo um tema bastante genérico, penso que pode ser decomposto em duas grandes vertentes: o da igualdade pessoal – que é o fundamento ético da intervenção estadual –, e o da igualdade formal – que respeita ao cumprimento de todos os direitos sociais, políticos e económicos de um cidadão de um estado. Penso que o pessoal antecede o formal.

Sinteticamente, parece-me que nesta primeira vertente, as politicas de igualdade não tem um nexo significativo de “igual” com o mesmo sentido de “idêntico”, isto é, de que todos/maioria terem as mesmas aptidões, físicas e intelectuais. Quer outrossim dizer que independentemente das capacidades físicas e qualidades humanas de cada um, ninguém pode ser negativamente colocado de parte, por intermédio de politicas que são pensadas e direccionadas para uma maioria ou qualidade de cidadãos, ora tal principio o legislador nunca pode descartar sob pena de seleccionar os cidadãos.

Mas não fica por aqui o alcance deste princípio e não vincula apenas o legislador. Antes parece que esta vertente da igualdade segue o trilho dos valores éticos que por todos devem ser respeitados. Apenas os “cegos morais” podem colocar em xeque os valores de igual tratamento em função do sexo, raça ou condição social.
Sendo que o papel assumido da democracia dos nossos dias é incompatível com uma razão discriminatória, sobre o Estado impende o ónus de expurgar estas desigualdades.

Por outro lado, o sentido formal da igualdade representa um verdadeiro imperativo categórico, e tem que ver com o fundamento da intervenção do estado com vista à obtenção de uma maior igualdade, seja através de politicas de inclusão, seja através da eliminação de elementos que provoquem disparidades sociais. E há um ou outro aspecto que cabe referir. Tomando o exemplo que salientou à pouco o meu colega, parece ser a Lei da paridade um bom exemplo para referir este tónico. De facto, o que sucedeu foi uma tentativa de equilibrar o número de representantes dos cidadãos em função do sexo.
Ora tal tentativa não contou com uma menor participação real de um dos sexos no mundo da política. E o valor que este sentido da igualdade tem que representar é antes a possibilidade, a abertura e partilha de valores que sejam de comum alcance dos cidadãos.


Ricardo Marques
publicado por NES-FDL às 14:38
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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

Dura Lex, Sed Lex


Com vários assuntos para falar, preferi começar por uma sondagem da SIC sobre a confiança dos portugueses nos políticos e nas várias estruturas políticas ou públicas. Um sintoma comum: a pouca confiança, sendo que o que mais me choca, é a pouquíssima confiança demonstrada na Assembleia da República, um dos mais importantes órgãos de decisão política. Um problema que, não sendo actual, parece perdurar no tempo sem que os políticos consigam alterar esta má imagem da AR e parece efectivamente que pouco fazem para isso. A esperança ficará nas mãos dos jovens políticos e dos futuros políticos, que possam modificar esta situação e melhorar a credibilidade política, a bem da democracia.
Cimeira UE-África. O ponto mais positivo parece-me a vontade de virar a página, esquecer velhos problemas e avançar para o desenvolvimento. O mais importante nesta cimeira é a Europa «em vez de dar o peixe,ensinar a pescar». Não basta dar dinheiro para solucionar os problemas, é preciso ajudar e instruir para que África se torne autónoma, resolva os seus problemas e se torne numa certeza, em vez de uma potência. Para bem do povo africano, para bem da Europa e para bem do mundo, o desenvolvimento de África é essencial. Importante, essencial mesmo, não centrar as atenções nas questões económicas e esquecer as questões sociais. Situações como Darfur ou a grande epidemia da SIDA, exigem da Europa como do mundo, uma rápida intervenção.
Nas eleições para a AAUL, ganhou um colega da Faculdade de Direito de Lisboa: Paulo Pinheiro. Uma vitória merecida, parecia o melhor candidato. Os meus mais sinceros parabéns. Agora não se pode dormir à sombra da bananeira, muito trabalho está por fazer. O principal: alterar o autêntico desinteresse que a Universidade demonstrou pela AAUL, notado na pouca participação na votação. Um trabalho que não se mostra nada fácil, que irá exigir bastante trabalho. Esperamos que o nosso colega consiga demonstrar a importância que a AAUL pode constituir para todos os alunos e que no final seja reconhecido como um excelente mandato.
publicado por Luís Pereira às 20:36
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Política e Pulítica



- A Cimeira UE-África pode vir a ter todos os defeitos, menos o que a maior parte dos críticos invoca: a não discussão dos direitos humanos. O mundo todo está (como nunca) a fazê-lo neste momento. E Sócrates já garantiu que entre os países também terá lugar. Por outro lado é engraçado ouvirmos que Portugal não devia receber com tantas honras tantos ditadores. Mas... querem fazer uma Conferência da UE ou da UE-África?

- Nem o outdoor do camelo da JSD deu tanto que falar como os recentes outdoors da JS. Ok, a razão não é a melhor: prende-se com os figurantes do cartaz. Porque têm ar matreiro, porque são duas raparigas e um rapaz, porque uma é loira e outra morena. Mas também o que há para discutir/criticar em números? São uma verdade indesmentível. E isso dói. Au!

- Vivemos numa época priviligiada. De informação, de conhecimento, de cultura, de cidadania, de liberdade, de acesso e exercício quase incondicionado de tudo isso. E o que fazemos disso? Qual o valor que lhes damos? Não chega sermos apenas jovens de idade: o progresso não cai das árvores e não se compadece com que só olha para o próprio umbigo, quem só sabe criticar ou quem nem isso se dá ao trabalho de fazer!

publicado por NES-FDL às 23:43
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

2 anos de Blog do NES



"É com grande alegria que dou por inaugurado o Blog do Núcleo de Estudantes Socialistas da Faculdade de Direito de Lisboa."

Há exactamente 2 anos o camarada Flecha Ruiz inaugurava assim o Blog do NES.


Foi um dos primeiros passos e um grande instrumento na afirmação do NES/FDL intra e extra-muros. Agradeço, hoje enquanto responsável pelo Blog, a todos os que para isso contribuiram.

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publicado por NES-FDL às 23:56
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Vagos pensamentos



Arrendamento a universitários


Os alunos universitários que, tal como eu, estudam longe de casa recorrem ao mercado de arrendamento de habitações para terem um local para residir durante o curso.
Todavia, este “mercado de arrendamento” decorre, na maioria dos casos, à margem da lei. Senão vejamos. Na maior parte dos casos, não existe qualquer contrato de arrendamento, mas, mesmo assim, os senhorios querem que se cumpram as regras tal como se estivesse em vigor um verdadeiro contrato de arrendamento. Mas querem que se cumpram todas as normas de um contrato de arrendamento? Claro que não. Só querem que estejam em vigor as regras que lhes convêm ou aquelas que eles, aproveitando-se da posição privilegiada em que se encontram por serem proprietários, desejam que regulem a situação. Eu, à imagem de muitos outros estudantes que conheço, já vivi situações “hilariantes” na minha relação com os senhorios. Contudo, o espaço que me é reservado para esta crónica semanal é pequeno demais para as descrever.
Este negócio não tem qualquer regulação e é extremamente lucrativo, pois cada quarto na cidade de Lisboa ou arredores é arrendado por um preço que ronda os 200-250 euros. Este rendimento, por ter a referida origem, não é alvo de qualquer tributação fiscal.
Mas este tipo de abusos e de arbitrariedades cometidos por quem arrenda casas tem de acabar! Para lhe por fim é necessário que os estudantes exijam sempre contrato de arrendamento ou hospedajem, conforme os casos, e que se cumpram as regras que este vínculo estabelece para ambas as partes.
publicado por NES-FDL às 23:22
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Tertúlia Virtual


A UE: janela de oportunidades


Acima de tudo a UE é hoje uma janela de oportunidades para os jovens de todos os Estados-Membros. Não apenas pela possibilidade e facilidade de estudar ou trabalhar noutro país da União mas principalmente pela possibilidade de alcançar outros níveis nos negócios trabalhando no seu próprio país. A globalização não deve ser encarada como um papão: para a inovação, para as boas ideias, para a diferenciação pela qualidade, para os audazes e para os engenhosos existirá sempre lugar em qualquer mercado por muito abrangente que seja. Incutir nos portugueses, em especial nos jovens portugueses, essa mentalidade de aposta, de expansão, de inovação, de investimento, de qualificação, deve ser no meu entender uma das prioridades de qualquer Governo nos próximos 10 anos. O que não podemos esquecer é que tudo isso deve existir sem prejuízo de um cada vez mais exigente Estado Social Europeu, onde medidas de incentivo à igualdade de oportunidades tenham um lugar-chave. Não devemos nem podemos esquecer os princípios fundadores e fundamentais da União Europeia. Pelo contrário, apoiado neles, devemos tentar construir um ainda mais perfeito modelo de sociedade europeia onde se premeiem naturalmente os melhores mas onde não se ostracizem aqueles que se encontram no "ciclo vicioso das dificuldades". Uma sociedade nunca será unitária, existirão sempre mais ricos e mais pobres. Fazer com que essa diferença seja mínima tem de ser o nosso propósito.

Pedro Silveira

publicado por NES-FDL às 20:47
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Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Tertúlia Virtual

Nos tempos que correm, a opinião pública não se mostra muito favorável aos partidos. Exemplo disso são os inúmeros movimentos cívicos que têm despoletado pelo país (em reacção aos partidos e, curiosamente, com antigos militantes à cabeça) e a recente prestação dos mesmos nas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa. Num fenómeno de arrastamento, também as juventudes partidárias, pagam a factura junto da sociedade civil e, para nosso pasmo, por vezes, dentro das suas próprias estruturas.
As juventudes partidárias congregam em si múltiplas vantagens, algumas das quais me proponho aduzir aqui, a título exemplificativo. Desde logo, congregam no seu seio, jovens cidadãos que, pelas mais diversas formas e feitios, procuram pensar o mundo, o fenómeno político, social, económico e cultural, do mundo e do país, desenvolvendo actividades alicerçadas nas ideias, ideiais e princípios que o Partido, enquanto movimento igualmente cívico, prossegue. Assim, uma forte consciência de cidadania despoleta e faz bulir aqueles que hão-de ser o futuro do país, onde quer que se insiram e mesmo que não prossigam actividades de cariz político.
De igual forma, a susceptibilidade de um contacto mais profundo com as estruturas administrativas (freguesias, concelhos, Comunidades Urbanas, etc...) e políticas do país e, de igual forma, do partido, fazem com que essa realidade, para eles, empírica, num ápice, se canalize para outras estruturas, mesmo que menores mas não se somenos importância. É pois, com naturalidade, que vêmos militantes de juventudes partidárias a criar, gerir e organizar movimentos, associações e fundações, com os mais diversos escopos e, não pouco frequentemente, com uma emulação apenas possível de viver com base nos conhecimentos adquiridos nas “jotas”.
Claro que, hoje, as juventudes partidárias, no geral, padecem de problemas que não são novidade para ninguém. Questões como a dos militantes “fantasma”, a débil organização interna, os limitados suportes logísticos e financeiros, o crescente fenómeno do individualismo e a própria descredibilização da militância partidária, são factores que, hodiernamente, têm de ser pensados e, sobretudo, colocados em prática. Se deixarmos que o nosso espírito feneça, então, como Émile Zola, havemos de mais tarde lamentar que “(...)nós mesmos, nós todos que assistimos a isto, (...) somos culpados desta abominação”[1]
É nossa missão e dever, enquanto militantes da Juventude Socialista, alterar o aparente fenómeno de disbulia (sobretudo nas áreas do interior, mas não só!) que nos parece ameaçar por esse país fora. É esse um dos objectivos desta tertúlia.
Fraternamente,
João Correia

[1] Émile Zola, Paris, Ed. Guimarães, pág. 100
publicado por NES-FDL às 01:08
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Tertúlia Virtual


Mulheres

Há dias, discorria-se, numa mesa do Bar Novo da FDL, sobre as mulheres. Ao contrário do que os primeiros indicadores possam apontar, não se tratava de um debate sobre características físicas do sexo feminino. A questão versava acerca dos salários auferidos pelas senhoras, em Portugal, no século XXI, sendo que depois se arrastou para o mesmo assunto, mas no resto do mundo, paises civilizados e não civilizados.
Na altura, tenho que confessar que defendi uma igualdade material, uma igualdade de facto, entre homens e mulheres, no tocante a salários. Citei os casos de Manuela Ferreira Leite, Maria de Lurdes Pintassilgo, entre outras das quais não me recordo. Por momentos, quase cheguei a acreditar em mim mesmo, até que me lembrei da famosa lei da paridade, vetada pelo Presidente da República.
Se é verdade que a discriminação salarial se começa a esbater, há outros factores sociais que são impossíveis de escamotear: o acesso ao emprego, sendo que as mulheres são, vezes e vezes, postas de parte por se apresentarem grávidas; o acesso a cargos cimeiros; o acesso à política, à cultura (não falo, obviamente, da ministra, falo de cultura enquanto polo aglutinador de artes e sapiência) e até à educação.
O Governo deu um bom tiro de partida quando tentou impressionar com a supra citada lei da paridade. O Partido Socialista tem tradições e história de igualdade e, felizmente, tenta tê-las presentes nos seus actos.
Seja como for, esta é uma área em que à aposta se pode aplicar o mesmo princípio que ao dinheiro: nunca é demais. Urge desenvolver mentalidades.
A derradeira iniciativa e acto político do Governo, nesta matéria terá sido o referendo à despenalização voluntária da gravidez. Pensando na saúde pública das mulheres, combateu-se um flagelo que todos envergonhava, partidários ou não da prática abortiva.

Duarte Cadete

publicado por NES-FDL às 23:00
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Dura Lex, Sed Lex



Li, há uma semana atrás, que Hillary Clinton tinha ganho um debate televisivo entre os democratas. Até aqui tudo bem, apesar de não ser bem a candidata que eu apoio ou quem eu penso que seria melhor para governar os EUA.

A particularidade que me leva a escrever este texto é que na mesma notícia dizia que o debate havia sido combinado, isto é, as perguntas eram previamente programadas entre o candidato e o apresentador, ou melhor, o moderador. Faz-me confusão este tipo de debate: afinal onde está a verdadeira discussão de ideias? Havendo uma prévia programação de perguntas, não passará isto de uma espécie de filme, com guião e tudo planeado ao mais pequeno pormenor, evitando-se as questões mais difíceis, aquelas que levariam o candidato a uma maior dificuldade de resposta e a uma maior exigência de raciocínio, ou seja, tudo aquilo que serviria para realmente testar um candidato e ver de que material ele é feito: será que tem estofo para o cargo? (a pergunta que teria que ser respondida com base nestes debates públicos). Imaginem só que, antes de uma oral, combinavam com os professores as perguntas e aquilo de que queria falar. Bastante mais fácil, não? Mas será que isso seria melhor para vocês? Também não me parece que seja bom no caso americano. Pior, na parte final da notícia até se acrescentava que o público não podia colocar questões, sendo mesmo uma pessoa do público entrevistada queixando-se que não a deixaram perguntar aquilo que quis e ao invés teve que fazer uma pergunta do genero: como foi o seu fim de semana Hillary? Uma fraca ideia de debate, ou mesmo de democracia, esta. Quem sai a ganhar com isto tudo certamente não é a democracia, quando o facilitismo é prevalecido.

Ainda sobre fraca ideia de democracia, fica a atitude da Câmara do Porto, ao retirar os placards da Juventude Socialista na cidade tripeira e a que a JS respondeu muito bem com uma nota de imprensa que se pode ler no site oficial.

publicado por Luís Pereira às 22:01
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