Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Tertúlia Virtual


Mulheres

Há dias, discorria-se, numa mesa do Bar Novo da FDL, sobre as mulheres. Ao contrário do que os primeiros indicadores possam apontar, não se tratava de um debate sobre características físicas do sexo feminino. A questão versava acerca dos salários auferidos pelas senhoras, em Portugal, no século XXI, sendo que depois se arrastou para o mesmo assunto, mas no resto do mundo, paises civilizados e não civilizados.
Na altura, tenho que confessar que defendi uma igualdade material, uma igualdade de facto, entre homens e mulheres, no tocante a salários. Citei os casos de Manuela Ferreira Leite, Maria de Lurdes Pintassilgo, entre outras das quais não me recordo. Por momentos, quase cheguei a acreditar em mim mesmo, até que me lembrei da famosa lei da paridade, vetada pelo Presidente da República.
Se é verdade que a discriminação salarial se começa a esbater, há outros factores sociais que são impossíveis de escamotear: o acesso ao emprego, sendo que as mulheres são, vezes e vezes, postas de parte por se apresentarem grávidas; o acesso a cargos cimeiros; o acesso à política, à cultura (não falo, obviamente, da ministra, falo de cultura enquanto polo aglutinador de artes e sapiência) e até à educação.
O Governo deu um bom tiro de partida quando tentou impressionar com a supra citada lei da paridade. O Partido Socialista tem tradições e história de igualdade e, felizmente, tenta tê-las presentes nos seus actos.
Seja como for, esta é uma área em que à aposta se pode aplicar o mesmo princípio que ao dinheiro: nunca é demais. Urge desenvolver mentalidades.
A derradeira iniciativa e acto político do Governo, nesta matéria terá sido o referendo à despenalização voluntária da gravidez. Pensando na saúde pública das mulheres, combateu-se um flagelo que todos envergonhava, partidários ou não da prática abortiva.

Duarte Cadete

publicado por NES-FDL às 23:00
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De PedroSilveira a 9 de Dezembro de 2007 às 14:02
Pessoalmente sou contra qualquer lei que imponha a paridade. Mas serei sempre a favor de todas as leis que imponham a proibição da discriminação em função do sexo. Uma coisa é existir discriminação efectiva no acesso a cargos públicos/politicos. Outra coisa é existirem mais homens que mulheres nesses cargos porque sim.

No primeiro caso (o que julgo estará longe de se verificar em Portugal) tem de existir um combate sério aos motivos da discriminação e tem mesmo de ser considerada ilegal, se necessario agravadamente nesses casos (trata-se da representatividade de todos os portugueses).

No segundo caso, não existindo qualquer tipo de discriminação, existe apenas uma menor propensão das mulheres para a politica. Que fazer? Impôr que integrem listas? Que sejam deputadas à frente de homens mais competentes porque... são mulheres? Será a melhor opção?



PS: Existe já um grande numero de mulheres do PS que é contra a dita lei porque a considera discriminadora. Parece-me a mim além de discriminadora um atentado à inteligência e capacidade de qualquer mulher portuguesa.
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