Sábado, 12 de Maio de 2007

Diz que é uma espécie de...

...Opinião. Esta não foi uma semana lá muito feliz para a esquerda: na França ganhou Sarkozy e na Madeira ganhou João Jardim.Mas falarei sobre o caso da Madeira.

Madeira. Um paraíso com as mais fantásticas e belas paisagens de Portugal em contradição com da pior ou mais rasca política que se faz por terras lusas. João Jardim continua ano após ano a ser reeleito: uns dizem que o homem é um verdadeiro lutador que fez tudo pelo povo e que apresentou uma grande obra em todos estes anos e há mesmo aqueles que dizem que gostam do homem pela mesma razão de ter feito obra e que não se importam que por outro lado faça das coisas mais incríveis que se podem vêr, ele até pode meter ao bolso aquilo que não é dele ou que dê aos amigos desde que continue a apresentar trabalho (um pouco o pensamento do adepto portista: o Pinto da Costa até pode roubar o clube e ser corrupto,mas desde que o clube continue a ganhar... para além disto um constante pensamento de vitimização em relação a Lisboa que estes lideres utilizam para unir tropas,mesmo que não tenham razão de queixa nenhum como é o caso). Este é o verdadeiro pensamento do Zé povinho e é assim que Jardim continua a ser eleito! De que interessa ao povo que esteja a ser roubado se pode continuar a ver Tony Carreira 8 ou 10 vezes à borla? Desde logo o motivo que causou estas eleições é ridículo: o Governo não tem que pensar em continuar a atender a caprichos daqueles que já têm muito, esta lei das finanças é mais do que justificada e se a própria U.E. considera a Madeira uma zona desenvolvida porque raio deveria o Governo considerar o contrário e não diminuir os fundos destinados à Madeira?Só porque o Jardim não quer respeitar o que os outros respeitam?O governo não está a tirar o dinheiro à Madeira! O Governo está a dizer que chega de só olharem para o umbigo deles e começarem a perceber que agora é a vez deles de contribuir para o desenvolvimento das regiões menos desenvolvidas do país. Lisboa e Porto também vão receber menos.

Posso concordar que foi feito muito trabalho na Madeira, mas a que custo? Dou um exemplo: eu se fosse presidente do Benfica e pedisse 500 milhões de euros a um banco qualquer tinha muitas hipóteses de ganhar o campeonato e talvez mesmo a Liga dos campeões...mas e o que acontecia depois?Bancarrota certa... na Madeira passa-se algo parecido. Todo o povo madeirense beneficia com a obra feita, mas quem é que beneficia ainda mais? Não serão os amigos do Jardim? Os patrões do PSD Madeira que só por acaso têm empresas de construção civil e que só por acaso estão sempre metidos nos concursos públicos para novas obras? Há que gastar...mas com pés e cabeça. João Jardim é só o homem que deu 5 Milhões de euros ao jornal da Madeira, onde só por acaso tem uma coluna pessoal. João Jardim gastou mais nesta campanha que o próprio presidente da República. Um homem que inaugura uma estrada com 200 metros só para benificicar a mulher que toma conta das filhos só pode estar longe de ser um político sério.A Madeira é um paraíso de paisagens lindas mas também é um paraíso para o belo do tacho.

Resumindo e concluíndo: o pensamento de muitos madeirenses é o de preferirem ter um arrogante e mal-educado a fazer obra, feita com milhões de dívidas, a poder ter um simpático e bem-educado a fazer alguma obra, sem os milhões de dívidas. Mas verdade seja dita: a oposição na Madeira também é fraquinha. Culpa dos outros partidos mas também do próprio governo da Madeira. Simplesmente desde o 25 de Abril ninguém mais teve hipótese de mostrar serviço nomeadamente porque existe um clima anti-democrático e ameaçador na governação da Madeira por parte desse ditador em ponto pequeno do Alberto João.

Enfim, resta agora ter esperanças numa mudança. Ou simplesmente esperar que o senhor Jardim acabe por sair que a idade também já não perdoa.
publicado por Luís Pereira às 14:11
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2 comentários:
De Ines Melo Sampaio a 14 de Maio de 2007 às 19:19
O Jardim infelizmente so sai caindo da cadeira, como o outro...
De Anónimo a 14 de Maio de 2007 às 12:18
A composição do parlamento regional ficou assim ordenada
PSD - 33
PS - 7
PCP - 2
CDS - 2
BE - 1
MPT - 1
PND - 1
Se a Lei Eleitoral não tivesse sido alterada pelo tal governo do "déficit democrático" para círculo único, reduzindo o número de deputados de 68 para 47, os resultados teriam sido bem diferentes. Com o anterior diploma em vigor os resultados obtidos nas eleições de 6 de Maio, seriam os seguintes: 57 (PSD), 7 (PS), 2 (CDU), 1 (CDS) e 1 (BE). Há ou não maior e mais transparente democracia assim? Além de que se perdeu aquele velho chavão de que era a lei anterior que explicava as vitórias de Jardim. Pois, está visto...

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