Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Sentenças



Por vezes pergunto o que faz as pessoas serem de Esquerda ou de Direita. Infelizmente ainda existe aquele grande número para quem aquela distinção se limite ao lado para onde têm que virar o volante.

Não é essa Esquerda ou Direita a que me refiro.

Vários factores existirão, certamente.
A própria maneira de ser (feitio, personalidade) influenciará a maneira de pensar politicamente dessa pessoa. Ou será por pensar daquela forma que adquiriu determinada personalidade? Acredito mais na primeira hipótese.

Outro factor importante será o que lhe é incutido em casa ou nas escolas. Tal como o chefe de família educa o filho a ser de um clube de futebol, pode apontar um caminho político para que o este o siga. Felizmente já não existem fotos dos chefes de estado penduradas nas escolas portuguesas. Assim como as cruzes religiosas também foram retiradas e dou graças por isso.

Existem aqueles que escolhem uma área ou partido porque apreciam alguns políticos que costumam ver. Mas para podermos fazer um juízo correcto acerca da actuação de um político temos de estar suficientemente desenvolvidos cognitivamente. E raras são as pessoas que antes dos 14 anos, por exemplo, sabem fazer aquele juízo, pelo menos de forma sustentada. E será que as pessoas só se afirmam de Esquerda ou de Direita com 30 anos? Não creio...

Outros estudam e entendem História. Conhecem a História partidária e a História nacional (porque aquela também o é). A partir daí revêm-se politicamente em alguma facção (não obstante o negativismo do termo). É interessante, mas os partidos não são só História. São actualidade, são modernidade e, principalmente, são actividade.

Há algum eleitorado que define o seu lado político por defender principalmente determinada bandeira que é tipicamente de Esquerda ou de Direita. Dentro dessa distinção escolhem o partido que bem lhes aprouver. Muito bem.

Considero importante ainda destacar aqueles que fazem a distinção pela vivência que tiveram. Da infância à idade adulta, passando pela juventude, passaram por situações em que definiram prioridades e importâncias. Um pouco como o factor referido anteriormente, mas de forma mais abrangente. Pessoalmente é aqui que me revejo.

Ser de Esquerda é defender os seus ideais. Da minha parte, destaco a igualdade e a liberdade. Igualdade para os outros, já que não pretendo ser igual a ninguém. Não quero ter umas férias num lugar bonito e distante, mas defenderei sempre que qualquer pessoa tenha essa possibilidade.

E igualdade. Igualdade entre todos. Igualdade perante todos. E aqui revejo-me ainda mais.
Liberdade para pensar, liberdade para falar, liberdade para escrever, liberdade para aplaudir, liberdade para circular, liberdade para criticar, liberdade para gritar, liberdade para agir. Liberdade.

Ser o mais livre possível dentro de uma sociedade em que a liberdade total deixa de o ser é certamente a maior grandeza que alguém pode e deve possuir.
publicado por Fábio Raposo às 20:40
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