Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Vagos pensamentos


Acomodados...


Ontem fui ao médico de família. Não tive de aguardar muito tempo até ser chamado(até fiquei admirado com tal facto). Entrei. Pedi um relatório médico completo para entregar numa junta médica a que me vou submeter. O médico começa a copiar o último que lhe tinha pedido e que não tinha mais de dez linhas...
Mas que país é este? O ócio reina entre os funcionários públicos de forma generalizada. Não querem ser avaliados pelo seu desempenho e vêm para a rua manifestar-se contra perda de regalias, que têm o descaramento de designar de direitos adquiridos - perda essa, em minha opinião perfeitamente justificada - e quando chamados a realizar tarefas da sua competência funcional revelam não ter capacidade para as exercer.
Penso que a precaridade ao nível dos contratos de trabalho existente no sector privado – onde verdadeiramente se trabalha – deve ser estendida ao sector público e devem ser retiradas as regalias que ainda não foram. Porque o problema não está numa ocorrência isolada mas, como acima referi, na sua generalização. De certeza que todos já presenciaram situações surreais que ocorrem nas repartições públicas. É necessário avançar com uma avaliação rigorosa de desempenho e excluir do monstro público aqueles que só se servem dele.
Não vale a pena questionarmos quem são os governos e governantes responsáveis por esta situação, mas urge corrigi-la. O governo de Sócrates tem-se esforçado por corrigir esta situação mas a realidade do dia a dia mostra que medidas radicais são necessárias para acabar com esta “geração de acomodados”...
publicado por NES-FDL às 17:57
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4 comentários:
De PedroSilveira a 10 de Outubro de 2007 às 12:53
Estão a ver um comentário contextualizado? Nada a ver! lolol
De Rui Fernandes a 3 de Outubro de 2007 às 18:04
Estão a ver a taxa de desemprego a descer no nosso país? Segundo o Eurostat, "nada a ver"...

Parabens PS. Conseguiram bater a taxa de desemprego espanhola pela 1ª vez em 20 anos.

Mas de certeza que a culpa não é deste Governo, será de todos menos deste... Apesar de já lá estarem ha 2 anos e meio.

Assim vai ser difícil recuperar os 150 mil postos de trabalho prometidos na campanha de 2005.
De Fábio Raposo a 2 de Outubro de 2007 às 23:18
"A precaridade ao nível dos contratos de trabalho existente no sector privado deve ser estendida ao sector público e devem ser retiradas as regalias que ainda não foram"

Não há porque confundir a precariedade dos trabalhadores com as regalias a que possam ter direito.

Retirar algumas regalias? Sim. Não existem trabalhadores de primeira e e segunda classe. São trabalhadores, ponto.

Quanto à precariedade, essa deve ser fortemente combatida ao nível sector privado, sendo que não pode existir no sector público.
De PedroSilveira a 2 de Outubro de 2007 às 18:34
Infelizmente não se traata de "uma geração", mas de um aspecto da nossa identidade cultural. Estás a ver os países escandinavos? Nada a ver...

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