Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

Vagos Pensamentos




Muitas pessoas que conheço afirmam que actualmente é indiferente Portugal ser governado por partidos de Esquerda ou Direita, que as opções políticas são iguais e que quem acaba por pagar a factura é o “Zé Povo”. Apesar do respeito com que ouço estas opiniões, não posso concordar com elas. E por várias razões.
Um governo de Direita preconiza a não intervenção do Estado na economia, confia na “mão invisível” de Adam Smith como forma de regular os mercados. Contudo, uma orientação como esta provoca a marginalização social de muitas pessoas que não conseguem obter rendimentos para gozarem um nível mínimo de bem-estar.
Do lado oposto, a Esquerda entende o Estado como uma forma de corrigir desigualdes e de auxílio aos mais mecessitados , proporcionando a todos os cidadãos acessoa a serviços públicos como sejam a saúde e a educação de forma tendencialmente gratuita.
Se as diferenças entre Direita e Esquerda não são hoje tão notórias, isso não significa que não existam. O que existem são regras comunitárias que necessitam de ser respeitadas para que o nosso país possa usufruir dos fundos oriundos da UE.Isto leva a que tenha de existir um maior controlo da despesa pública - o qual o PS tem feito de forma, a meu ver, correcta – não cedendo em demasia à contestação popular instalada e sem preocupações eleitoralistas.
As diferenças entre Esquerda e Direita – para além de matérias sociais como o aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a despenalização do consumo de drogas leves ou a legalização da prostituição- existem também no campo económico-social. Recordemos que foram governos de Esquerda que introduziram o Rendimento Social de Inserção ou um complemento de pensão para pessoas com mais de 80 anos, ambos mediante o preenchimento da “condição de recursos” e que foi ta mbém a Esquerda que criou o regime não contributivo da Seugurança Social em que as pessoas têm direito a prestações sociais independentemente da existência ou não de uma carreira contributiva. Como se vê a Esquerda não é insensível as necesssidades sociais. Pelo contrário, a Esquerda preocupa-se e essa é uma diferença que jamais irá desaparecer...
publicado por NES-FDL às 20:46
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1 comentário:
De Anónimo a 28 de Fevereiro de 2007 às 23:12
E também foi a Esquerda que meteu mais de 200 mil novos funcionários publicos, a juntar aos 450 mil que já lá estavam, no Estado entre 1995 e 2001.

Resultado: surgiu o Leviatan.

Parabens.

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