Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Sentenças


O panorama político nacional tem-se destacado, nos últimos tempos, pela presidência portuguesa da União Europeia, que culminou com a assinatura do tratado reformador a dia 13 de Dezembro deste ano.

Sendo que a presidência da UE é rotativa e tem apenas a duração de 6 meses e que, portanto, está neste momento a terminar (é entregue à Eslovénia a dia 1 de Janeiro de 2008), é natural que seja atribuído maior relevo a esta questão, quer pelo Governo, quer pela comunicação social, quer pelos próprios portugueses em geral.
Ora, vozes críticas têm-se manifestado no sentido de indicar que o Governo português tem dado maior importância à União Europeia do que à política nacional. Críticas essas às quais José Sócrates já teve a oportunidade de responder.

Mesmo assim, é óbvio que a política interna não foi descurada. O combate ao défice mantém-se, a discussão do aumento do salário mínimo continua e o natal será no mesmo dia. Mas como se destaca um determinado objectivo, todos os outros são esquecidos, não por quem os cumpre, mas por quem os olha de fora.

Não deixa, todavia, de ser curioso que aquelas críticas lhas sejam colocadas.

Note-se que a presidência da União Europeia traduz mais responsabilidades do que poderes substanciais a nível político. Mesmo assim, Portugal tem uma oportunidade única de ajudar a desenvolver esta União que é de todos e elevar o nome do nosso país a altas instâncias a nível internacional. E nisso, o Governo português tem feito um excelente trabalho.

Se assumíssemos a Presidência da União e nada ou pouco fizéssemos, seriam projectadas outras vozes, possivelmente vindas das mesmas personalidades, criticando o facto de não a termos aproveitado. Mas fizemo-lo. E ouvem-se as vozes na mesma. Existe um provérbio que diz que "os cães ladram e a caravana passa", que agora entendo com mais pormenor.

Mais, se a legislatura tem a duração de 4 anos e aquela Presidência tem a duração de apenas 6 meses, representa apenas 12,5% do total do mandato. Diga-se que não é um número muito elevado.

E não tem, hoje em dia, a União Europeia um papel tão importante para o desenvolvimento do nosso país e de nós próprios individualmente, que mereça aquela percentagem de atenção e trabalho árduo, com todas as vantagens que dela podem advir?
publicado por Fábio Raposo às 01:00
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