Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

A questão da paridade.....

Hoje, e sob os protestos do CDS-PP (ao que parece houve uma confusã na votação), foi aprovada a tão falada "Lei da paridade", isto é, a partir de agora as listas para as diversas eleições têm de ter a famosa quota de 33,3% de mulheres.
Que questões a levantar sobre esta lei? Terá o PS tido uma boa iniciativa ao ser o seu "padrinho"?
Ou será que argumentos contra levantados por grande parte da oposição também terão razão de ser?
Pode-se dizer que esta lei é apenas transitória e que, tal como aconteceu nos países nordicos, com o tempo a paridade passará a ser uma coisa perfeitamente normal...
Mas existe quem rebata este argumento dizendo que é uma lei que nao premeia o valor das mulheres na política, pois desta forma chegam aos cargos em questão nao por mérito, mas sim de forma administrativa....
Questões que merecem reflexão...
publicado por NES-FDL às 23:37
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2 comentários:
De PedroSilveira a 26 de Abril de 2006 às 03:20
Se por um lado ficou provado que nos países nórdicos as leis de paridade tiveram um resultado positivo, induzindo as mulheres a intervir mais activamente na política,sendo incrível a mudança nos índices de particpação das mulheres na política filandesa, norueguesa,etc; por outro penso que não faz qualquer sentido estar-se a criar um mecanismo artificial que quase (e nalguns casos concretos efectivamente) obrigue as mulheres a fazer parte de uma lista política.O que é necessário, na minha opinião, em vez disso, é sim combater efectivamente a discriminação em função do género,garantindo que qualquer mulher por sua livre vontade faça parte em plena igualdade de condições com os homens de uma lista.O estímulo deveria ser natural e não legal.

No entanto acredito que o PS tenha tido razões sérias para acreditar que este é o melhor caminho, resta-me esperar que assim os eja efectivamente.
De Лев Давидович a 21 de Abril de 2006 às 19:19
Por algum lado terá de se começar.
Factos: se não houvesse lei, era porque não havia lei e lá vinha o célebre sermão da discriminação. Se há lei é porque há lei e que não está bem, porque isto e porque aquilo.
Ponto assente: sou totalmente a favor de discriminações positivas, e mais serei a favor desta lei porque defende seres-humanos que terão (eventualmente) sido oprimidas por pouco menos de metade do planeta terra e população global.
Não percebo a alarido.
Esta lei fará aparecerem as mulheres competentes só e não toda e qualquer especime do sexo feminino só porque veio ao mundo com essa condição.

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