Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Os pontos nos "ii"




Siglas…

Reconheço que as siglas às vezes são danadas… Como quando começamos a estudar Reais e de repente descobrimos que CRP, que para qualquer estudante de Direito do 3º ano sempre quis dizer Constituição da República Portuguesa, agora pode querer dizer Código do Registo Predial, num outro contexto. E que dizer dos RIVATI, NLFL, NLFR, LCCG, CPA, CPTA, CPTT, LGT, LOPTC… E da DGCI que, por um qualquer estranho fenómeno estranho, quer dizer apenas Direcção-Geral dos Impostos…

Mas o segredo esta mesmo aí: quando estudamos a matéria, entendemos as siglas, dominamo-las e usamo-las com propriedade. Deixamos de meter os pés pelas mãos…

É grave que um cidadão que não é propriamente analfabeto não saiba de antemão a diferença radical que existe entre o IPPAR, a EPAL e a EPUL. Mas a coisa torna-se caricata quando esse cidadão é também candidato à Câmara Municipal de Lisboa… Fernando Negrão tem insistido na ideia de que, a ser eleito, o PSD não ditará os quadros da Câmara e empresas municipais – que a competência será o critério de escolha. Pois é, Dr. Fernando Negrão, terá de perdoar os lisboetas por usarem esse mesmo critério nas eleições que se avizinham e não me parece que depois disto o Sr. possa continuar a fingir que tem competência para governar a CML! (Câmara Municipal de Lisboa, para os mais distraídos…)

Fernando Negrão é um candidato estranho, obscuro, claramente inadaptado. Cabe perguntar por que raio é que foram desencantar semelhante personagem trágico-cómica. É que normalmente quando se opta por um independente para cabeça de lista de um partido isso é ditado pela sua particular experiência, reconhecida competência ou, quanto mais não seja, notoriedade. Claramente Fernando Negrão não tem uma única destas características. Vindo de Setúbal (e convencido de que ainda esta em Setúbal, a avaliar pelas inúmeras vezes que teve de emendar a mão depois de falar em Setúbal para se referir afinal a Lisboa…), Fernando Negrão é um ilustre desconhecido dos lisboetas, que Marques Mendes foi desencantar por falta de alternativa. É que aparentemente já nenhum militante se quer associar a este líder caduco, a este cadáver político que deambula pelos corredores do PSD. E portanto lá vem o desgraçado do Negrão ao engano, coitado, a pensar que está em Setúbal a tratar, sabe-se lá por desmando de quem, da extinção do IPPAR, enquanto se ouve ao longe uma torneira que pinga, sinal do desperdício que há na EPUL. Ou coisa que o valha!

Fernando Negrão não tinha margem para errar e, depois disto, vai deixar também de ter onde cair morto…
publicado por NES-FDL às 20:18
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