Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Os pontos nos "ii"



Os bois pelos nomes...


Ele há afirmações que definem candidaturas, políticas, partidos, ideologias.Recentemente Telmo Correia e António Costa presentaram-nos com um desses momentos. Uma jornalista fez aos dois candidatos esta mesma pergunta: «Qual é para si o prinicipal problema associado ao estacionamento ilegal em Lisboa?» Enquanto António Costa respondeu que o problema estava claramente nos carros estacionados em cima dos passeios de toda a capital, que obrigam os peões a incómodas e por vezes perigosas gincanas por entre os carros, Telmo Correia preferiu enfatizar o estacionamento em segunda fila, que tanto transtorna os automoblistas...


Não digo que os carros estacionados em segunda fila não sejam um problema. Mas realmente entre o trabalhador cujo magro salário não permite outro meio de deslocação se não os transportes públicos e os pés que Deus lhe deu e o empresário que leva o seu carro para o centro da cidade, poluindo-a... Eu realmente, como António Costa, preocupo-me mais com o primeiro e, como António Costa, nem me lembro do segundo numa primeira abordagem. É por estas e por outras que sou socialista!


O que me leva a uma outra questão: o facto de que os dois principais partidos da direita portuguesa não se assumem inequivocamente como tal. É preciso aferi-lo desta e doutras afirmações do género. Se não vejamos. Basta pensarmos nos seus nomes.


Comecemos pelo CDS-PP. Acho que dificilmente se poderia arranjar um nome mais equívoco e falso para um partido de direita: chama-se Centro mas não é de centro; de Democrático tem dias (quando os militantes não se esbofeteiam por causa das eleições directas); diz-se Social, mas desafio alguém a mencionar a última verdadeira preocupacção social do CDS (a não ser que por social se entenda os "tios" e as "tias" que constituem a miltância e principal falange de apoio do partido); concedo que é um Partido mas Popular... Isso não é aquele adjectivo associado às repúblicas comunistas?... Contas feitas, do nome aproveita-se «Partido». Boa!


O PSD... Bem, esta dava um livro! Sou só eu ou mais alguém notou que o partido que em Portugal personifica o ideal da Social-Democracia, idealizada por Leonard Bernstein como a tomada do poder pelas classes populares por via democrática, como a transformação do sistema de dentro para fora, por meios pacíficos, é o PS e não o PSD? O PSD deu a si próprio um nome de esquerda por ter vergonha de se assumir perante o eleitorado como aquilo que é: um partido alicerçado no mais bacoco, descarado e socialmete insensível neo-liberalismo...


Chamemos os bois pelos nomes!

publicado por NES-FDL às 00:02
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De Ines Melo Sampaio a 19 de Julho de 2007 às 14:04
Admito que seja falta de inteligência minha, mas para mim o beijinho não é semi-secreto mas totalmente secreto...
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