Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

Sentenças



Encarando de frente a possibilidade de tornar o tema repetitivo, destaco o facto de, das eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, ser possível retirar algumas conclusões.

A primeira é que o PS é o grande vencedor destas eleições. Ao contrário do que disseram algumas pessoas (tal como Ruben de Carvalho), o facto de António Costa não ter conseguido maioria absoluta não é uma derrota. Quando se vence não se pode ser derrotado.

O PS está neste momento a governar o país com maioria absoluta na Assembleia da República e detém finalmente a presidência da Câmara da capital.
Já em Fevereiro havia vencido a luta pelo referendo da IVG.
É verdade que não venceu as presidenciais e a aposta em Mário Soares foi um erro gritante. Contudo, seria difícil derrotar Cavaco Silva. O seu silêncio estúpido e a Comunicação Social levaram-no até Belém.
Mesmo assim, o PS está num grande momento, claramente fruto do enorme secretário-geral de que dispõe.

Do lado oposto encontra-se o PSD. Já se sabia que Marques Mendes era pequeno e não apenas em estatura. Enquanto líder do maior partido da oposição, deixou o PS vencer as legislativas com maioria absoluta, pela primeira vez na sua história, e perdeu as eleições intercalares em Lisboa com um resultado vergonhoso. Mérito do PS e fraca oposição, é certo.

O PSD desceu de 42,43% com Carmona Rodrigues para 15,74% com Fernando Negrão.
É verdade que os votos ao centro-direita se dividiram por esses dois candidatos, mas a divisão não explica uma descida tão acentuada.
Fernando Negrão foi um mau candidato e a campanha foi, como já pude referir num texto anterior, muito mal pensada.

O aparecimento de candidaturas independentes é de saudar. Depois de nas presidenciais Manuel Alegre ter obtido um excelente resultado, Carmona Rodrigues e Helena Roseta conseguem, para as intercalares da CML, resultados muito positivos. A Democracia fica a ganhar, a população agradece e a cidadania ganha outro significado.

A esquerda acaba por sair vencedora destas eleições. Fechando os olhos às candidaturas independentes, os partidos da esquerda conseguem um total de quase 48% enquanto os partidos da direita somam quase 22% dos votos dos eleitores.

Vozes com mau perder comparam os 29,54% de António Costa com os 26,56% de Manuel Maria Carrilho em 2005. O PS não subiu assim tanto, dizem.
Esquecem-se, todavia, de uma diferença importante: Carrilho não venceu as eleições.
Importante é destacar que em 2005 havia 8 possibilidades de voto, contrastando com as 12 candidaturas de 2007. Resultado: maior dispersão de voto.
Em 2005 votaram 52,65% dos eleitores inscritos, contra apenas 37,39% em 2007. E para que candidato iriam os votos desses mais 15% de eleitores? Bem, se António Costa foi o candidato mais votado, não é difícil adivinhar.
Trata-se de pura estatística.
publicado por Fábio Raposo às 22:45
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